O doloroso depoimento do pai que encontrou os três filhos assassinados pela mãe
Ler matéria →Fifa abandona plano polêmico de 'vender a Copa do Mundo' — como projeto ruiu em cinco dias

Crédito, Getty Images
- Author, Jack Skelton
- Role, BBC Sport
- e
- Author, Simon Stone
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 6 min
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou nesta sexta-feira (31/7) que desistiu do polêmico plano de vender participações nas principais competições da entidade, após sofrer ampla oposição.
Leia no AINotícia: Receita Federal Lança e-DBV para Agilizar Declaração de Bens de Viajantes Aéreos
Infantino disse que ficou claro que o projeto havia "criado divisões" e que "já não atendem ao interesse" de seu objetivo original.
O suíço acrescentou: "Como resultado, esta proposta não seguirá adiante".
Infantino havia oferecido US$ 40 milhões (cerca de R$ 200 milhões) a cada uma das 211 associações-membro da Fifa caso elas apoiassem uma proposta de investimento privado em seus torneios, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina. Leia também: Embraer vive 'oportunidade rara' para desafiar Airbus e Boeing, diz The
Na quinta-feira (30/7), as 55 associações-membro do futebol europeu, reunidas na Uefa, votaram a favor de um boicote às Copas do Mundo caso o plano fosse levado adiante.
O diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, afirmou que a própria administração da entidade havia sido "enganada" sobre o projeto.
Carlos Cordeiro— principal assessor de Infantino para estratégia global e governança— renunciou ao cargo, dizendo que a proposta era "um mau negócio para o futebol" e que iria "hipotecar o futuro do futebol".
A decisão ocorreu depois que outras duas grandes confederações também se manifestaram contra o plano.

Crédito, Getty Images Mais de mundo
A Concacaf, entidade que administra o futebol na América do Norte, Central e no Caribe— e que sediou a Copa do Mundo deste verão— afirmou que seus membros "rejeitaram" a proposta. Fontes disseram que a grande maioria das associações da região está perdendo, ou já perdeu, a confiança em Infantino.
A Confederação Asiática de Futebol (AFC) afirmou estar em "solidariedade" com Uefa e Concacaf, enquanto o primeiro-ministro britânico Andy Burnham disse que Infantino era "a pessoa errada" para liderar a Fifa.
Infantino, de 56 anos, agora está sob forte pressão enquanto busca a reeleição para um quarto mandato como presidente no Congresso da Fifa, em março. Leia também: O boicote à Copa do Mundo anunciado pela Uefa contra plano da Fifa para 'vender
Ele afirmou que pretende agora "reunir novamente todas as partes interessadas" no "espírito de interesse comum" pelo futebol.
Plano de Infantino dificilmente seria aprovado
Pule Promoção Agregador de pesquisas e continue lendo
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
Apesar das rejeições de Uefa e Concacaf, a Fifa havia dito, nesta sexta-feira, que seguiria adiante com a proposta, afirmando que "ninguém está vendendo o futebol".
Contudo, ao anunciar o abandono do plano, Infantino reconheceu que precisava do apoio da maioria das associações-membro da Fifa— ou seja, de pelo menos 106 das 211 entidades com direito a voto.
Qual era o plano de Infantino?
Infantino resistirá à crise?
Cronologia dos acontecimentos
Leia também no AINotícia
- O doloroso depoimento do pai que encontrou os três filhos assassinados pela mãeMundo · 2h atrás
- Embraer vive 'oportunidade rara' para desafiar Airbus e Boeing, diz TheMundo · 3h atrás
- Como é estar na linha de frente da guerra às drogas no EquadorMundo · 4h atrás
- Os planos da Amazon e da Apple para inteligência artificial — e as dificuldadesMundo · 7h atrás

