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Faltou espírito republicano na indicação de Messias, diz Cid Gomes

O senador Cid Gomes (PSB-CE) diz que sabia que Jorge Messias não tinha mais do que 35 votos no Senado para ser aprovado para o STF (Supremo Tribunal Federal) e que

Faltou espírito republicano na indicação de Messias, diz Cid Gomes

O senador Cid Gomes (PSB-CE) diz que sabia que Jorge Messias não tinha mais do que 35 votos no Senado para ser aprovado para o STF (Supremo Tribunal Federal) e que faltou espírito republicano na escolha por parte do presidente Lula (PT). Cid foi um dos dois senadores que faltaram à sessão do plenário que rejeitou Messias nesta quarta-feira (29). O senador está em Lisboa (Portugal).

Ele diz que a viagem já estava programada e que tinha avisado ao próprio Messias que não votaria a favor dele. Cid afirma que o Senado "já tinha feito várias deferências a Lula", inclusive ao aprovar os dois indicados anteriores: Cristiano Zanin, seu advogado na Operação Lava Jato, e Flávio Dino, seu ex-ministro da Justiça. Indicar um terceiro, na visão do senador, foi "brincadeira".

Leia no AINotícia: Senado rejeita Jorge Messias para o STF em votação histórica

" Ele indicou o Zanin, que tinha sido advogado dele. Um advogado competente, respeitado, muito bem. Leia também: Alcolumbre invalida trechos de projeto para viabilizar redução de pena de Bolsonaro

Depois indicou um cara que é da política, aliado dele historicamente. Tudo bem, foi aprovado. Depois vira brincadeira.

Acho que faltou espírito republicano na indicação. Nada, repito, nada contra o garoto lá [Messias]", afirma Cid. O senador diz que uma soma de fatores levou à rejeição histórica de Messias por 34 votos a 42, inclusive a montagem de palanques nos estados.

Um dos principais deles, porém, foi a frustração do Senado com a decisão de Lula de não indicar o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Cid afirma que Pacheco não era só o candidato do presidente atual, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele diz que Pacheco teve um papel decisivo na defesa da democracia e não foi devidamente reconhecido pelo petista.

" Eu sabia que ele [Messias] tinha menos do que 35 votos. Eu disse a ele em novembro que o meu voto não representaria nada. Mais de politica

Tinha um sentimento muito claro de que o nome natural era o do Rodrigo Pacheco. Ele não era o candidato do Davi, como se tenta colocar. Ele era o candidato do país, um nome talhado para o Supremo", diz Cid. Leia também: Kátia Abreu sugere que Alcolumbre traiu Lula porque é judeu e depois apaga post

" Mas foi uma soma de fatores. Pode ter certeza que tem cobra, periquito, lagarto, tem tudo no meio.

Tem gente que está insatisfeita porque é contra o PT em um lugar, tem gente que está insatisfeita porque foi excluída pelo PT em uma chapa, em uma aliança. Tem todos os sentimentos. "

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