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Ler matéria →O presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira que o Judiciário enfrentou “distorções” e separou “o joio do trigo” ao limitar os penduricalhos da classe, mas alertou que não se pode aceitar “campanhas sistemáticas de descredibilização”.
— Não se pode transformar a demolição de instituições em método de atuação política, de propaganda pessoal e de patrocínio de interesses privados e segmentos econômicos. Estamos atentos— afirmou durante a sessão do CNJ nesta manhã.
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O ministro defendeu o Judiciário afirmando que ele está aberto à crítica, ao escrutínio público e à correção, mas não aceita “menoscabo”, palavra que significa “desprezo”.
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— Estabelecemos limites, criamos mecanismos de controle, demos transparência. O Poder Judiciário tem prestado contas e não tem nada a esconder. Não podemos permitir que uma instituição que recebe dezenas de milhões de processos por ano, decide conflitos que atravessam praticamente todas as dimensões da vida social e constitui uma das garantias da democracia constitucional seja reduzida na sua essência e missão— destacou.
Fachin recorreu a uma parábola bíblica para defender os juízes para fazer uma advertência sobre “destruição indiscriminada”.
— É preciso separar o joio do trigo precisamente para que, ao final, permaneça pedra sobre pedra, frisou. Mais de economia
Também na sessão desta manhã, o órgão lançou uma cartilha sobre como ficou a remuneração da magistratura após a decisão do STF. O documento detalha cada verba que os juízes podem receber. Destaca ainda que o julgamento foi necessário porque “órgãos públicos passaram a adotar interpretações distintas sobre quais parcelas poderiam ser pagas em caráter indenizatório e compensatório, gerando insegurança jurídica, tratamentos não isonômicos e dificuldades de fiscalização”. Leia também: Walmart registra vendas abaixo do esperado à medida que consumidores reduzem
As ponderações se dão após relatores da ação sobre os penduricalhos na Corte determinarem, na semana passada, que os Tribunais de Justiça de seis estados e do Distrito Federal identifiquem imediatamente os magistrados que receberam “pagamentos exorbitantes” após a decisão da Corte que limitou os penduricalhos no Judiciário. A ordem foi emitida para os tribunais de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal.
Também há uma expectativa para que o STF autorize o pagamento da primeira leva de passivos do Judiciário— valores devidos aos magistrados por verbas indenizatórias reconhecidas antes de o Supremo limitar o pagamento dos penduricalhos. Os valores têm passado por auditoria da Corregedoria Nacional de Justiça.
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Agência O Globo
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