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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira, 6, que o “Parlamento e Judiciário não se enfrentam, não se substituem”, mas “sustentam-se mutuamente como independentes para serem legítimos e como harmônicos para serem eficazes”. O magistrado discursou durante a sessão solene de 200 anos da Câmara dos Deputados.
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“O Supremo, portanto, vem aqui para associar-se a esta celebração com respeito institucional, reafirmando o seu dever de guardar a Constituição, de assegurar o espaço democrático em que o Parlamento exerce com liberdade a representação do povo”, disse Fachin. “Quando a confiança vacila, a resposta deve ser maior que a dúvida. A resposta deve ser impessoal, firme e republicana”, completa. Leia também: Vamos (VAMO3) tem lucro líquido de R$ 86,6 milhões no 1º tri, queda anual de 19,7%
Na ocasião, o ministro também reafirmou o respeito pelo Poder Legislativo ao afirmar que é na Câmara onde “pulsa a democracia, onde se expressa a vontade plural do povo brasileiro”. Ele também defendeu que “o Estado existe para servir. Nunca para se servir. Que esta Casa continue sendo o lugar onde o Brasil se encontra”, declarou.
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A fala ocorre em meio ao desgaste entre o Judiciário e o Congresso. Senadores e deputados têm defendido o impeachment de ministros e feito críticas à atuação da Corte, alegando principalmente a interferência do STF nos trabalhos do Parlamento.
Essas críticas se intensificaram à medida que apareceram elos entre ministros do Supremo e o escândalo do Banco Master. Além disso, parlamentares acusaram os ministros de interferência nas CPIs do Crime Organizado e do INSS. Mais de economia
Como mostrou o Estadão, no STF, os ministros demonstram saber que políticos estão usando as críticas ao Judiciário como bandeira eleitoral. O movimento deve ajudar a eleger políticos de direita neste ano para o Congresso Nacional e, possivelmente, para o Planalto. Leia também: Minidólar (WDOM26): dólar reage após perdas; veja os níveis-chave do dia
Para 2027, é esperado que os parlamentares, fortalecidos ou não pelo Planalto, preparem o impeachment de ministros. Ou, no mínimo, adotem medidas com o objetivo de diminuir os poderes do tribunal.
A intenção dos integrantes do Supremo é tentar amenizar esse movimento um ano antes – seja por meio da sugestão de reforma do Judiciário, seja pelo plano de Fachin de aprovar um código de ética para a Corte.
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