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Fachin diz que Judiciário pode ser alvo de críticas e deve ser resiliente

Fachin: 'Defender as instituições sem idolatrá-las' O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, saiu em defesa do Judiciário nesta segunda-feira (11)

Fachin diz que Judiciário pode ser alvo de críticas e deve ser resiliente
Fachin: 'Defender as instituições sem idolatrá-las'

Fachin: 'Defender as instituições sem idolatrá-las'

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, saiu em defesa do Judiciário nesta segunda-feira (11). Ele disse que o poder até pode ser alvo de críticas, que devem servir para o aperfeiçoamento da atuação de juízes, e que a magistratura deve ser "resiliente" diante de "ataques infundados".

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🔎Resiliência é a capacidade de um indivíduo ou sistema de superar adversidades, adaptar-se a mudanças e recuperar-se de crises sem perder essência.

Fachin deu a declaração durante a abertura de uma reunião preparatória para o 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizada no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em um momento de desgaste para o STF. Leia também: Kakay diz que decisão de deixar defesa de Ciro Nogueira foi 'de comum acordo'

“É possível, simultaneamente, criticar as instituições para aperfeiçoá-las e preservá-las como patrimônio civilizatório. [...] Somos profissionais vocacionados. Não desconhecemos as adversidades do nosso tempo", disse Fachin.

"Precisamos ser resilientes diante das incompreensões e dos ataques — por vezes infundados — dirigidos às nossas atividades e às prerrogativas da magistratura. Mas é precisamente nesses momentos que somos chamados a reafirmar a nossa essência. Que jamais nos falte serenidade para decidir. Firmeza para agir. Sabedoria para discernir”, completou o presidente do STF.

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Desde que assumiu a presidência do STF, Fachin articula a aprovação de um código de conduta para definir regras para os tribunais superiores. A relatora é a ministra Carmen Lúcia.

A atuação de ministros do Supremo tem sido criticada após revelações de possíveis conexões entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está preso em Brasília. Mais de politica

Toffoli foi o relator das ações do Master no STF, mas deixou o posto após ser divulgado pela imprensa que empresas ligadas ao Master compraram a participação da família do ministro em um resort de luxo no Paraná.

Quanto a Alexandre de Moraes, foi revelado pelo "O Globo" que Daniel Vorcaro mandou mensagens para o ministro no dia em que o banqueiro foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025. Leia também: Ciro Gomes diz que decidiu não concorrer à Presidência da República

Além disso, o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci, tinha um contrato com o Master que previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos.

Segundo dados da Receita Federal, o banco pagou R$ 80,2 milhões em 22 prestações mensais de R$ 3,6 milhões entre 2024 e 2025.

Confiança nas instituições

No discurso que fez durante evento nesta segunda-feira, Fachin disse também que o mundo apresenta um desafio de “impedir que a morosidade, a desigualdade ou a descrença fragilizem a confiança da cidadania nas instituições republicanas”.

“A legitimidade do Poder Judiciário repousa exatamente nisso: no merecimento cotidiano da confiança pública, construído pelo trabalho silencioso, responsável e íntegro de cada magistrada e de cada magistrado brasileiro”, disse Fachin.

Ministro do STF Edson Fachin — Foto: Rosinei Coutinho/STF

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