TCU lança painel inédito para acompanhar passo a passo de emendas parlamentares
Ler matéria →WASHINGTON, 1 Jul (Reuters)– O governo Trump recusou-se, nesta quarta-feira, a prorrogar o acordo comercial dos EUA com o México e o Canadá, dando início a um prazo de uma década para a extinção gradual do acordo comercial da América do Norte, enquanto busca mudanças para tentar trazer de volta empregos à indústria manufatureira.
A decisão, divulgada após uma revisão de seis anos do Acordo EUA-México-Canadá (USMCA), mantém o acordo em vigor por mais 10 anos, com revisões anuais antes de seu vencimento, a menos que os três países concordem em renová-lo com alterações.
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“Os Estados Unidos não concordaram em renovar o USMCA em sua forma atual”, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado. “Como resultado, o USMCA não foi renovado. Os Estados Unidos continuarão a dialogar com o México e o Canadá para resolver as deficiências do acordo e nossos déficits comerciais com esses países.”
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Greer afirmou que os EUA darão continuidade a uma rodada de negociações bilaterais do USMCA agendada com o México durante a semana de 20 de julho. Uma autoridade sênior do governo disse que as negociações na Cidade do México se concentrarão no fortalecimento das regras de origem norte-americanas para automóveis e outros bens industriais, bem como na segurança econômica, a fim de impedir que outros países se beneficiem do acesso concedido pelo USMCA. Leia também: Petróleo cai mais de 1% mesmo com incertezas sobre acordo entre EUA e Irã
Dominic LeBlanc, ministro canadense responsável pelo comércio entre os EUA e o Canadá, afirmou em comunicado que o USMCA permanece “plenamente em vigor” até 2036 e pode ser renovado a qualquer momento por mais um período de 16 anos.
LeBlanc, que participou de uma reunião virtual com Greer e o ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, acrescentou que o Canadá continuará trabalhando para resolver a questão das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre o aço, o alumínio, os automóveis e a madeira canadense.
“Concordamos com a importância de dar continuidade às nossas discussões e identificar maneiras de garantir que as estruturas de comércio e investimento entre o Canadá, os Estados Unidos e o México continuem a apoiar a prosperidade e a competitividade da América do Norte.”
A decisão dos EUA era amplamente esperada, já que Greer afirmou que era necessário mais tempo para resolver problemas relacionados ao USMCA, incluindo os déficits comerciais persistentes e crescentes dos EUA com o Canadá e o México. Mais de economia
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse nesta quarta-feira, antes do anúncio da decisão dos EUA, que uma prorrogação poderia ocorrer a qualquer momento em que os três países chegassem a um acordo ao longo da próxima década.
“Hoje não é um prazo final”, disse Sheinbaum em sua coletiva de imprensa diária na Cidade do México. “Se, em cinco meses ou três anos, as partes disserem: ‘Podemos prorrogar por mais 16 anos’, a prorrogação poderá ocorrer.” Leia também: Inglaterra vence e fica no caminho do Brasil em eventual disputa nas quartas
“O trabalho conjunto continua— não é como se tudo acabasse hoje”, acrescentou ela.
Trump, que impôs tarifas de 25% sobre automóveis mexicanos e canadenses, 50% sobre metais e 10% sobre madeira serrada, tem afirmado repetidamente que não deseja prorrogar o USMCA, que ele lançou em 2020 como “o melhor acordo que já fizemos”.
Em duas rodadas de negociações com o México, o governo de Trump exigiu que os veículos fabricados na América do Norte tivessem 50% de conteúdo norte-americano, elevando o total regional para 82%.
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