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Ler matéria →O governo dos Estados Unidos respondeu nesta segunda-feira (10) ao pedido de consultas apresentado pelo Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC) e informou estar "à disposição" para discutir o tarifaço. " Os Estados Unidos aceitam o pedido do Brasil de realização de consultas.
Estamos à disposição para nos reunirmos com os representantes de sua missão em uma data mutuamente conveniente para a realização das consultas", afirma o documento. O Brasil acionou a OMC para contestar duas novas tarifas anunciadas pela Casa Branca:- uma de 25%, aplicada sob o argumento de que o Brasil adota práticas econômicas consideradas desleais pelos EUA em relação a empresas americanas;- outra de 12,5%, aplicada sob o argumento de que o Brasil, assim como dezenas de outros países, falhou na fiscalização da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Ao acionar a organização, o governo brasileiro argumentou que as novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump são discriminatórias, unilaterais e violam os compromissos assumidos pelos Estados Unidos junto à própria entidade internacional. Leia também: Milhares no RS seguem sem luz 4 dias após ciclone; torres caem em lagoa
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Embora não tenha feito essa afirmação à OMC, o governo brasileiro tem dito— por meio de declarações do chanceler Mauro Vieira e de comunicados oficiais— que o tarifaço tem motivação política e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelas autoridades brasileiras ao longo das negociações com os responsáveis pelo comércio americano. Governo não espera reversão Embora o governo tenha acionado a OMC, diplomatas dizem que a medida tem caráter simbólico. Ou seja, não acreditam que uma eventual decisão da organização tenha capacidade de reverter o tarifaço americano.
Os diplomatas afirmam ainda que o recurso à OMC "marca posição " do Brasil em relação aos EUA e registra a tentativa do país de buscar caminhos para reverter a medida. Leia também: Terremoto na Colômbia ganha destaque após novo desdobramento em em manaus Mais de noticia
Sem acordo com Brasil, EUA impuseram tarifas de 25% contra alguns produtos— Foto: Joao Oliveira/Zoonar/picture alliance
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