Raúl Castro em 1º de maio de 2025 em Havana, Cuba — Foto: Norlys Perez / Reuters
Os Estados Unidos planejam indiciar o presidente cubano Raúl Castro, disse um funcionário do Departamento de Justiça dos EUA na noite de quinta-feira (14).
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A possível acusação contra o ex-presidente de Cuba e irmão de Fidel Castro, de 94 anos, deverá se concentrar na queda de aeronaves, disse a fonte oficial sob condição de anonimato. A queda de avião que pode motivar o indiciamento do ex-líder cubano seria o abate fatal, em 1996, de aviões operados pelo grupo humanitário Irmãos ao Resgate.
Representantes do ministério das relações exteriores de Cuba e do Departamento de Justiça dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
A notícia do indiciamento ocorre em meio a tensões intensificadas entre Washington e Havana. O governo Trump descreveu o atual governo de Cuba, liderado por comunistas, como corrupto e incompetente, e está pressionando por uma mudança de regime. Leia também: Israel se prepara para ataque do Irã, diz jornal; ACOMPANHE
O presidente Donald Trump tem acumulado pressão sobre a ilha, impondo efetivamente um bloqueio ao ameaçar com sanções os países que a fornecem combustível, provocando apagões e desferindo golpes em sua economia.
A Procuradoria dos EUA para o Distrito Sul da Flórida tem supervisionado um esforço para examinar possíveis acusações criminais contra altos funcionários do governo cubano.
No entanto, na quinta-feira, o governo cubano confirmou que se encontrou com o chefe da CIA, John Ratcliffe.
Avião do governo dos EUA avistado no Aeroporto Internacional de Havana nesta quinta-feira (14) — Foto: REUTERS/Norlys Perez Mais de mundo
Ratcliffe disse a oficiais de inteligência em Cuba que os EUA estavam dispostos a se engajar em questões de segurança econômica se Cuba fizesse "mudanças fundamentais", disse um funcionário da CIA.
Os Estados Unidos já utilizaram anteriormente casos criminais contra figuras políticas estrangeiras para justificar ações militares.
Em janeiro, quando os militares dos EUA atacaram a Venezuela, o governo Trump descreveu a incursão como uma "operação de aplicação da lei" para levar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a Nova York para enfrentar acusações criminais. Leia também: Trump diz que Xi chamou EUA de país em declínio 'de forma elegante'
Em março, Trump ameaçou que Cuba "é a próxima" depois da Venezuela.
EUA oferece auxílio humanitário a Cuba
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (14) que o levantamento do "bloqueio" imposto pelos Estados Unidos seria "uma forma mais fácil" de ajudar a ilha, após a oferta de auxílio humanitário de 100 milhões de dólares (R$ 498 milhões) feita por Washington.
Imagens de satélite mostram apagão em Cuba após colapso no fornecimento de energia; FOTO
Cuba está submetida, desde o fim de janeiro, a um bloqueio energético dos Estados Unidos e enfrenta há vários dias uma crise energética muito grave, que provoca cortes de eletricidade e uma crescente exasperação da população.
"Os danos poderiam ser aliviados de uma maneira mais fácil e rápida com o levantamento ou o afrouxamento do bloqueio, pois se sabe que a situação humanitária é friamente calculada e induzida" por Washington, escreveu Díaz-Canel no X.
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