Como foi o Brasil na Copa do Mundo de 1954 Brasil disputou o Mundial com um novo visual, participou das Eliminatórias pela primeira vez e foi eliminada em uma batalha campal Como foi o Brasil na Copa do Mundo de 1954 Quatro anos após a trágica derrota no Maracanã para o Uruguai, o Brasil disputou a Copa do Mundo de 1954, na Suíça, com um ar de renascimento.
Afinal, a Seleção trazia uma nova cor em seu uniforme, tinha novas ideias de jogo dentro de campo, mas que não conseguiram bater de frente com as potências europeias da época. Depois do vice-campeonato de 50, Zezé Moreira assumiu o comando da Seleção na vaga de Flávio Costa. O treinador prometia novidades no time, como a marcação por zona e conceitos trazidos do futebol europeu, principalmente do Arsenal.
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Apesar disso, o esquema tático apresentado ainda era o WM, em um 3-2-2-3. Para exorcizar os fantasmas de 1950, o Brasil decidiu mudar a cor de sua camisa. Afinal, o branco, que era utilizado desde a década de 10 e era sinal de azar, deu lugar ao amarelo, com calções azuis.
O professor e jornalista gaúcho Aldyr Garcia Schlee venceu um concurso que decretou o novo uniforme. Além disso, a Seleção teve uma novidade em sua preparação.
Sem boicotes e com mais países interessados, as Eliminatórias aconteceram pela primeira vez na América do Sul. Aliás, o Brasil disputaria o torneio qualificatório pela primeira vez, em jogos realizados entre fevereiro e março de 1954. Porém, a classificação veio sem sustos, com quatro vitórias contra Chile e Paraguai, em partidas realizadas em Santiago, Assunção e no Maracanã, respectivamente. Leia também: Ex-gerente do Rioprevidência é alvo de investigação federal no RJ
Além da campanha nas Eliminatórias, Zezé Moreira retomou a confiança da população com conquistas ao longo do ciclo. Afinal, em 1952, o Brasil venceu o Campeonato Panamericano e, no ano seguinte, terminou com o vice no Sul-Americano. Porém, no último teste no país antes do Mundial, a Seleção foi vaiada na vitória de 2 a 0 contra o Millonarios, da Colômbia.
Na lista final, surpresa com as ausências de Jair, Zizinho e Ademir de Menezes. Afinal, Moreira trabalhava com a renovação do time. Inclusive, os remanescentes da Copa de 50 eram apenas o lateral-esquerdo Nílton Santos, do Botafogo, os meias Ely, do Vasco, e Bauer, do São Paulo, e os atacantes Baltazar, do Corinthians, e Rodrigues, do Palmeiras.
Contudo, a base do time era formada por jogadores do Fluminense, além de destaques da Portuguesa. Estreia com goleada e classificação sem saber Assim como na Copa de 50, o Brasil estreou na Copa contra o México.
E, mais uma vez, veio uma goleada. Baltazar marcou o primeiro gol brasileiro no torneio após receber passe de Pinga. Depois, Didi ampliou em cobrança de falta.
Na sequência, o craque do Botafogo deu passe para Pinga marcar o terceiro. Antes do intervalo, a parceria se repetiu mais uma vez, com o quarto gol da Seleção. Por fim, no segundo tempo, Didi deu mais uma de garçom, desta vez para Julinho Botelho, que fechou o marcador em 5 a 0. Mais de noticia
Na segunda partida, a adversária era a Iugoslávia. Inclusive, os europeus também cruzaram o caminho brasileiro em 50. Depois de um empate sem gols no primeiro tempo, os iugoslavos abriram o placar no começo da segunda etapa, com Czebec, aproveitando cruzamento de Milic.
Por outro lado, aos 23 mintuos, Nílton Santos deu passe para Didi, que empatou o jogo. O Brasil pressionou, mas não conseguiu a virada, mesmo com a prorrogação. Com o resultado, os jogadores brasileiros deixaram o estádio abatidos, pois achavam que estavam eliminados.
Entretanto coube ao futuro humorista e apresentador Jô Soares, que na época tinha 16 anos e estudava na Suíça, trazer a notícia de que a Seleção estava classificada, traduzindo o regulamento para os atletas. Seleção foi eliminada em jogo duro contra a Hungria – Foto: Reprodução Batalha de Berna Leia também: Álbum Homenageia Hermeto Pascoal
Porém, a adversária das quartas de final era a temível Hungria, que havia marcado incríveis 17 gols nos dois jogos da fase de grupos. Os húngaros não contavam com sua principal estrela, Ferenc Puskás, machucado. Entretanto, isso não fez muita diferença.
Debaixo de uma chuva torrencial, logo aos quatro minutos, Hidegkuti aproveitou rebote de Castilho e abriu o placar. Três minutos depois, o meia ofensivo deu passe para Kocsis marcar o segundo. O Brasil conseguiu reagir quando Buzánszky derrubou Índio na área.
Pênalti, que Djalma Santos cobrou e descontou. Entretanto, no segundo tempo, os húngaros tiveram um pênalti a seu favor, após Pinheiro cortar um passe de Hidegkuti para Kocsis, em um lance de muita reclamação dos brasileiros. Na cobrança, Lantos marcou o terceiro.
O Brasil voltou a descontar com passe de Julinho Botelho, que recebeu de Didi e arriscou de longe para marcar. Após o segundo gol brasileiro, a partida ficou marcada pelas expulsões. Nilton Santos e o capitão Bozsik trocaram agressões e o árbitro tirou ambos do jogo – não existiam cartões na época.
Na sequência, Julinho caiu na área e o Brasil pediu pênalti, sem a marcação na arbitragem. Entretanto, minutos depois, Humberto Tozzi atingiu Kocsis com um pontapé e também foi expulso. Por fim, o artilheiro da Copa apareceu nos minutos finais para marcar o quarto e fechar o marcador.
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