Por que uma guerra limitada com EUA pode ser melhor para Irã do que a paz
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- Author, Santiago Vanegas
- Role, BBC News Mundo
- e
- Author, Isabel Caro
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 32 minutos
- Tempo de leitura: 4 min
Sem ter para onde ir, sem comida e vagando pelas ruas.
Leia no AINotícia: Mundo em Destaque: Imigração, História e Tensões Diplomáticas
Era assim que estavam, na manhã de sexta-feira (31/7), milhares de migrantes que cruzaram a fronteira entre Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, em uma das piores crises migratórias em território da União Europeia nos últimos anos.
As autoridades espanholas informam que, nas últimas 24 horas, cerca de 60 mil pessoas cruzaram a fronteira nadando ou pulando cercas para o lado espanhol.
A grande maioria acabou retornando voluntariamente, informou o Ministério do Interior da Espanha. O cenário que encontraram em Ceuta era completamente desolador. Leia também: Como é estar na linha de frente da guerra às drogas no Equador
"Isso não é nada bom, também não é divertido", disse à agência Reuters um migrante que estava retornando para Marrocos.
Outro migrante contou que ficou preso em meio a uma debandada enquanto fazia a travessia e temeu pela própria vida.
Pelo menos 57 pessoas morreram afogadas ao tentar chegar ao território, segundo informaram as autoridades.
A chegada repentina de multidões de migrantes deixou Ceuta, uma cidade com pouco mais de 80 mil habitantes, em colapso.
A imprensa local informou que os comércios amanheceram fechados, os serviços de saúde estavam sobrecarregados e um grande contingente de militares e policiais tentava controlar a tensão social. Mais de mundo
Nas imagens, era possível ver centenas e centenas de pessoas amontoadas sobre as rochas diante do mar e vagando entre militares espanhóis.

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'Nunca vi nada tão grande assim'
Por estar localizada em uma das duas únicas fronteiras terrestres da União Europeia na África, Ceuta costuma receber migrantes em situação irregular, mas há anos não se registrava uma situação semelhante. Leia também: Mundo em Destaque: Imigração, História e Tensões Diplomáticas
"Isso não tem precedentes, nunca vi nada tão grande assim", disse à BBC News Mundo um homem que vive no centro do Marrocos e decidiu manter o anonimato.
Ele explica que muitos jovens marroquinos se sentem motivados a cruzar a fronteira porque acreditam que teriam um futuro melhor na Europa.
"Eles têm a ideia de ir para a Espanha, começar a trabalhar e enviar dinheiro para ajudar suas famílias. Sentem que têm essa responsabilidade."
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, responsabilizou "as máfias que traficam pessoas" pela situação.

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'Estamos presas aqui, sem poder voltar pra casa'

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