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estados unidos x austrália: o impacto imediato para a temporada

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estados unidos x austrália: o impacto imediato para a temporada

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Bem-vindos de regresso a mais um " Resto é Ciência".

Eu sou o José Manuel Fernandes, comigo está o Miguel Miranda, académico, geofísico, temos falado com ele muitas vezes. E hoje vamos falar de uma coisa que toda a gente está a falar, de vez em quando também temos que ir aos assuntos que toda a gente está a falar. Vamos falar do El Niño e se o El Niño tem alguma coisa a ver com o fato de estarmos aqui os dois de manga curta, num dia de muito calor, até que ponto isso é verdade.

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De fato, quando mete clima, e clima não é meteorologia, a meteorologia é o dia seguinte. O clima são os grandes movimentos, as grandes características. Ora bem, quando mete clima, há muita vez a tendência para se ir para cenários mais extremos.

E este ano a notícia é que temos um El Niño que pode ser um grande El Niño. Isto tem graça, eu, por acaso, na preparação para esta conversa, fui recuperar o primeiro artigo que eu escrevi no Expresso, quer dizer que foi há bastante mais de 40 anos, 46 anos para ser mais exato, ou 45 anos para ser mais exato, e era um artigo precisamente sobre o facto de estarmos a assistir alguns fenômenos extremos, secas, grandes tempestades, grandes chuvas. Reparem, estamos na década de 80, ainda se falava pouco destas coisas.

No entanto, ainda também não se falava do El Niño. O El Niño tornou-se um grande fenômeno midiático no final do século passado, com dois El Niños grandes que houve perto do final do século, mas é uma realidade muitíssimo mais antiga. Agora, o que nós temos, quando pensamos nas nossas vagas de calor ou no nosso cristo deste inverno, são fenômenos extremos, manifestações extremas de temperaturas e chuvas, mas não são obrigatoriamente algo que derive de um fenômeno climatérico, se nós formos ver até com rigor, El Niño quer dizer o bebê Cristo, o bebê Jesus. Leia também: Red Bull Tenta Comprar Cláusula para Reter Verstappen em Meio a Pressão

Portanto, o El Niño é um fenômeno que se forma habitualmente, quer dizer, pelo menos ganha a sua dimensão mais expressiva, máxima, perto do Natal. Estamos ainda há quatro, cinco meses disso acontecer. No entanto, já não se fala de outra coisa, Miguel.

É verdade. Nós, aqui na Europa Ocidental, tivemos, no fim do mês de maio, nos últimos 10 dias de maio, uma situação razoavelmente quente, ou seja, aquilo que se chama cerca de 10° a 15° acima do que se chama anormal. O normal é a média, a média de 30 anos.

Este episódio de tempo quente foi fundamentalmente importante em França, em Inglaterra, no País de Gales. Em Inglaterra bateram-se muitos recordes. Em que se bateram, em particular no Reino Unido, que é sempre um país, como sabemos, que é muito sensível ao tempo.

Aliás, não há conversa no Reino Unido que não comece por uma referência ao tempo. O Met Office emitiu aquilo que chamou alertas de saúde extraordinários, porque estava previsto que se ultrapassasse o máximo de 1944 da temperatura na cidade de Londres, coisa que aconteceu. Estamos a falar do máximo de 32°?

32°. Portanto, algo que nós nem dá sequer para ligarmos o ar-condicionado, às vezes. Exatamente. Mais de esporte

Nem dá para ter uma semana notícia, mas, na verdade, em Quilgarn chegámos a 34.8 e o aeroporto de Heathrow, que toda a gente conhece, até porque é um dos maiores aeroportos da Europa, atingiu os 35°, portanto, o que para a série histórica do Reino Unido é um salto significativo. E para o hábito deles também. Em Portugal, a situação deu também origem, mais uma vez, a termos ultrapassado um recorde, mas eu estou sempre a chamar a atenção que numa situação em que há grande variabilidade, é normal.

Estamos a falar de recordes do mês de maio. Não estamos a falar de recordes absolutos. Não, não são recordes absolutos.

E o mês de maio, em Mora, atingiu 40.3, que é maior que o recorde antigo, que era o do Pinhão. O Pinhão, aliás, conheces também. Sim. Leia também: suíça x bósnia e herzegovina: o impacto imediato para a temporada

Que é caracterizado tal como Mora. Aliás, o Pinhão, eu não sei se já foi ultrapassado, mas o Pinhão, naquela grande vaga de calor daqui há três ou quatro anos, atingiu 47. Exatamente.

Houve ali um salto, como deve ser. Este não foi tão grande, é interessante, porque o anterior recorde era 30 de maio de 53, mais ou menos dois dias depois de eu ter nascido, o que mostra que já é uma coisa razoavelmente antiga. E, portanto, nós tivemos essa situação, estamos a entrar pelo mês de junho e é bom que as pessoas, primeiro, comecem por ter a certeza e lembrarem-se que o máximo observado em Lisboa, no mês de junho, foi de 41,5° na estação do Jardim Botânico.

Foi há quanto tempo? Isso, eu não sei há quanto tempo. Em 81. 81.

Portanto, foi quando escreveste o teu artigo. O teu artigo não deve ter sido coisa boa, porque não só deu origem a este máximo em Lisboa, já agora, como depois deu origem ao tal Super El Niño, que é de 82, 83. E, portanto, as temperaturas em junho começam a subir, o que é perfeitamente normal, têm valores elevados.

Nas próximas quatro semanas, se forem ver a previsão, que se chama, na meteorologia, período alargado, não há perícia de determinação, o que significa, não é claro se vamos ter um período mais quente ou menos quente nas próximas quatro semanas na zona do continente, o que normalmente significa que vamos ter uma situação próxima do que é habitual. Agora, o centro e o leste do continente já têm uma situação que já se começa a acumular desde maio, que gera um aumento significativo do risco de incêndio rural. Estamos a falar do centro do continente.

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