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Aumento dos lançamentos espaciais faz crescer a quantidade de destroços e lixo espacial que retornam à Terra e preocupa especialistas
Partes de foguetes e satélites estão retornando à Terra com uma frequência cada vez maior. Segundo especialistas, objetos com uma tonelada ou mais reentram na atmosfera aproximadamente uma vez por semana. Embora a maior parte do material se desintegre durante a queda ou caia no oceano, alguns destroços atingem áreas habitadas, aumentando a preocupação com a segurança e expondo falhas na regulamentação do lixo espacial, segundo informações do The New York Times.
O aumento está diretamente ligado à corrida espacial liderada por governos e empresas privadas. No último ano, mais de 300 foguetes foram lançados ao espaço, quase quatro vezes mais do que há uma década. Ao mesmo tempo, milhares de satélites permanecem em órbita e, quando deixam de operar, também acabam retornando à Terra.
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Número de reentradas cresce com avanço da exploração espacial
A Força Espacial dos Estados Unidos emitiu quase 820 alertas de reentrada de objetos na atmosfera em um único ano. Dez anos antes, esse número era de apenas 110. Mesmo com esse monitoramento, especialistas explicam que ainda é impossível prever com precisão onde um objeto em queda irá atingir o solo, já que um erro de apenas um minuto pode alterar a área de impacto em cerca de 480 quilômetros. Leia também: Apple TV anuncia pacotão de lançamentos para o fim do ano; conheça as produções

Para quem tem pressa:
- Objetos com uma tonelada ou mais caem na Terra cerca de uma vez por semana;
- O número de lançamentos espaciais quase quadruplicou em dez anos;
- Satélites desativados também contribuem para o aumento do lixo espacial;
- Ainda não existe uma regulamentação internacional capaz de acompanhar esse crescimento;
- Especialistas defendem materiais que se desintegrem completamente na atmosfera.
Casos recentes mostram que o risco já existe
Nos últimos anos, diferentes episódios chamaram atenção. Em 2024, um pedaço descartado da Estação Espacial Internacional caiu sobre uma residência na Flórida. Também foram registrados fragmentos de um foguete da SpaceX próximos a um centro comercial e a um aeroporto na Polônia. Na Austrália, destroços foram encontrados em uma estrada no deserto e grandes esferas metálicas apareceram em uma praia.
No Quênia, moradores de uma vila presenciaram a queda de um enorme anel metálico, maior que uma pessoa e mais pesado que um cavalo. Posteriormente, as autoridades identificaram que a peça fazia parte de um foguete francês que havia lançado um satélite de televisão dos Estados Unidos mais de 16 anos antes. Apesar dos relatos de danos em casas próximas ao impacto, os moradores afirmam que não receberam qualquer compensação.
Quem responde pelos danos causados pelo lixo espacial?
Atualmente, tratados das Nações Unidas estabelecem que países podem solicitar indenizações quando objetos espaciais estrangeiros causam prejuízos ou ferem pessoas. No entanto, especialistas afirmam que essas normas foram criadas durante a Guerra Fria e não acompanham o cenário atual, marcado pela participação crescente de empresas privadas e pelo aumento expressivo do número de satélites. Mais de tecnologia
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Antes de qualquer pedido de compensação, as autoridades precisam identificar a origem dos destroços, processo que pode levar meses. Enquanto isso, pesquisadores alertam que o volume de lixo espacial continuará aumentando e que futuras missões dependerão de materiais capazes de se desintegrar completamente durante a reentrada na atmosfera, reduzindo os riscos para quem está em solo. Leia também: Elétricos mais vendidos ganha destaque após novo desdobramento em elétricos
Matheus Labourdette
Matheus Labourdette é redator no Olhar Digital.
Layse Ventura
Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.
Tags:
Foguetes
Força Espacial dos Estados Unidos
lixo espacial
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