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Ler matéria →Entenda o que aconteceu com Paquetá: CBF confirma lesão na coxa esquerda Entidade confirmou que o atleta, que demonstrou desconforto durante jogo contra o Japão, sofreu uma lesão. Saiba mais sobre diagnóstico e tratamento
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, nesta terça-feira, 30, que o meio-campista Lucas Paquetá sofreu uma lesão muscular na região posterior da coxa esquerda (isquiotibiais). O diagnóstico foi fechado após exame de imagem realizado em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Segundo a entidade, o jogador seguirá um “protocolo de tratamento intensivo
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“, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, com o objetivo de acelerar o retorno aos gramados. A CBF não confirmou, porém, se Paquetá ficará de fora do próximo confronto das oitavas de final ou de mais jogos da Copa do Mundo. O problema apareceu no primeiro tempo da partida contra o Japão, disputada em Houston na última segunda-feira, 29, vencida pelo Brasil por 2 a 1. Leia também: Mito ou verdade ganha destaque após novo desdobramento em mito ou verdade: água
Durante o jogo, o atleta demonstrou desconforto, levando a mão à coxa. Ele seguiu em campo até o intervalo e foi substituído por Endrick, deixando o gramado mancando e amparado por Neymar. A nova lesão atingiu a mesma região em que o jogador já havia sofrido um edema no tendão da coxa esquerda em abril, problema que o tirou dos gramados por cerca de dois meses. +
O que é uma lesão muscular Os músculos são tecidos formados por feixes de fibras e com a capacidade de se contrair, responsáveis, entre outras coisas, por produzir os nossos movimentos. Quando essas fibras são esticadas além do limite ou mesmo rompidas, ocorre o que é chamado de lesão muscular.
Esses quadros costumam estar associados a movimentos bruscos— como arrancadas e freadas —, sobrecarga mecânica, impactos diretos ou fadiga extrema. No futebol, elas são muito comuns, especialmente nas regiões da coxa e da panturrilha, músculos comumente sobrecarregados durante as partidas. A lesão nos isquiotibiais, como a de Paquetá, geralmente está relacionada, justamente, a movimentos bruscos, como uma queda ou uma arrancada para corrida.
Ela costuma causar dor súbita, inchaço (edema) e hematoma na região, além de fraqueza para flexionar o joelho e dificuldade para caminhar e correr. A CBF não forneceu detalhes sobre o nível da lesão de Paquetá, mas esses problemas muscular costumam ser classificados em três graus, que ajudam a dimensionar a gravidade e como o tratamento será guiado. São eles:- Grau 1 (leve), quando ocorre o estiramento das fibras musculares, mas com pouca ou nenhuma ruptura delas. Mais de saude
Nesses casos, há formação de edema (acúmulo de líquido entre as fibras), mas a função do músculo é preservada.- Grau 2 (moderado): é quando acontece um estiramento grave a ponto de provocar uma ruptura parcial das fibras musculares, atingindo entre 5% e 50% do músculo afetado. Leia também: Como conseguir canetas emagrecedoras pelo SUS? Entenda projeto-piloto
Este foi o nível da lesão sofrida por Neymar, impedindo-o de jogar as primeiras partidas do Mundial. Não é considerada uma lesão de grande gravidade, mas exige cuidado e atenção no tratamento.- Grau 3 (grave): ruptura total das fibras musculares ou separação do músculo em relação ao tendão, com dor severa, hematoma extenso e perda quase total da função do músculo.
Este foi o nível do acidente que tirou Wesley da seleção + Sintomas e tratamento Os sintomas variam conforme o grau, mas costumam surgir de forma repentina, envolvendo dor na região afetada logo após o esforço, dificuldade para contrair ou alongar o músculo, e perda de força para tarefas antes simples. Hematomas, inchaço e manchas arroxeadas também podem aparecer, sinalizando sangramento no local da lesão.
O tratamento também é feito conforme o grau e a extensão do dano, mas costuma combinar repouso, compressas de gelo e fisioterapia. Nos quadros mais intensos, é necessária reabilitação gradual, com retorno progressivo aos exercícios e aumento controlado de carga e intensidade, processo que pode levar de poucas semanas a alguns meses, a depender da gravidade.
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