
Crédito, Columbia University Fertility Center
- Author, Krupa Padhy
- Role, BBC Future
- Há 2 horas
- Tempo de leitura: 7 min
Era início de novembro de 2025 quando Penelope recebeu uma ligação enquanto dirigia para casa do trabalho em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Era seu médico, ligando com a notícia que ela tanto esperava. Após dois anos e meio de tentativas angustiantes, Penelope finalmente estava grávida.
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Após muitos exames, ela e o marido, Samuel, descobriram que ele tinha síndrome de Klinefelter, uma condição genética que afeta homens que nascem com um cromossomo X extra, muitas vezes diagnosticada apenas na idade adulta.
A maioria das pessoas com síndrome de Klinefelter produz pouco ou nenhum espermatozoide no líquido ejaculado, uma condição conhecida como azoospermia. Cerca de 10% dos homens inférteis apresentam azoospermia.
"O rosto dele era uma explosão de emoção", diz ela. "Ele chorou... só de termos conseguido chegar até aqui, porque exigiu tanto esforço, tempo e pesquisa. E o fato de termos apenas um embrião, e de ter dado certo, aquilo deixou a gente extremamente feliz." Leia também: Por que brasileiros estão deixando Portugal em busca de novas oportunidades na
A gravidez só foi possível graças a uma nova técnica conhecida como sistema Star (sigla em inglês para "Rastreamento e Recuperação de Espermatozoides"), desenvolvida pela Universidade de Columbia, nos EUA, para rastrear espermatozoides em homens com azoospermia.
O sistema usa inteligência artificial para ajudar a identificar e localizar os poucos espermatozoides "escondidos" que homens com essa condição podem ter.
"Eu estava com medo. Pensei que não conseguiria ter meu próprio filho, que é uma parte muito importante da minha vida", diz Samuel, a quem disseram que tinha 20% de chance de ter um filho biológico. "E isso foi um grande choque."

Crédito, Getty Images
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
A infertilidade afeta milhões em todo o mundo. Cerca de uma em cada seis pessoas em idade reprodutiva enfrenta problemas para engravidar pelo menos uma vez na vida.
A infertilidade masculina é um fator que contribui em até 50% dos casos, e 1% de todos os homens são azoospérmicos. Leia também: Como suspensão da Ypê pela Anvisa virou tema de disputa política nas redes
Isso significa que potencialmente milhões de homens em todo o mundo têm contagens de espermatozoides tão baixas, com espermatozoides difíceis de localizar, que são considerados azoospérmicos.
Mas o poder da IA para encontrar esses espermatozoides ocultos pode oferecer esperança àqueles que desejam se tornar pais.
No final do ano passado, após cinco anos de desenvolvimento, o primeiro bebê a nascer usando o sistema Star permitiu que um casal que lidava com a infertilidade há quase duas décadas finalmente tivesse um filho.
É um momento de que Zev Williams, diretor do Centro de Fertilidade da Universidade de Columbia, e sua equipe lembram bem.
"Todos estavam pulando de alegria", diz ele. "Há poucas coisas em que a recompensa por todo o esforço investido seja algo tão maravilhoso e especial quanto isso. Agora temos uma bebezinha e, com a graça de Deus, muitas, muitas outras [virão]."



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