O professor Leo Marcelis é chefe do grupo de Horticultura e Fisiologia Vegetal da Universidade de Wageningen — Foto: Guy Ackermans/WUR
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O resultado é uma produção até cinco vezes maior do que a de uma estufa de baixa tecnologia na América Latina.
As plantas estão localizadas no campus da Universidade e Centro de Pesquisa de Wageningen (WUR), nos Países Baixos, um centro de renome mundial para pesquisa em produção de alimentos. Leia também: 48 seleções, 104 jogos, 7 milhões de ingressos: a Copa do Mundo em números
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A universidade fica no coração do chamado Food Valley ("Vale da Alimentação", em tradução literal do inglês), um complexo de centros de pesquisa que permitiu que os Países Baixos se tornassem o terceiro maior exportador de alimentos do mundo (em valor monetário) com um território de pouco mais de 41.000 km², 70 vezes menor que a Argentina.
Como isso foi possível? A BBC Mundo (serviço em língua espanhola da BBC) conversou com especialistas da Universidade de Wageningen, incluindo pesquisadores latino-americanos, sobre inovações na produção de alimentos no país, possíveis aplicações na América Latina e o grande desafio para os Países Baixos: reduzir o consumo de energia e aumentar a sustentabilidade.
Condições favoráveis
Tanto o clima quanto a localização geográfica favorecem os Países Baixos, afirma à reportagem o cientista Leo Marcelis, chefe do grupo de Horticultura e Fisiologia Vegetal da Universidade de Wageningen.
"Temos um clima razoável e água em abundância. Temos um clima marítimo; os verões não são muito quentes e os invernos não são extremamente frios", aponta ele.
O país também tem milhões de potenciais consumidores europeus nas proximidades, acrescenta Marcelis, e o maior porto de transbordo da Europa Ocidental para o setor agrícola, Roterdã. Mais de mundo
Entre os principais produtos exportados estão vegetais, carne, laticínios, plantas ornamentais e flores. Os maiores mercados são Alemanha, Bélgica, França e Reino Unido, entre outros.
Estufas de alta tecnologia do país têm produtividade até cinco vezes maior que convencionais — Foto: Wageningen University & Research Leia também: Golpistas enganam peruanos para enviá-los ao front russo
Grandes quantidades de matéria-prima também são importadas para processamento e exportação.
Os Países Baixos são um dos principais exportadores mundiais de produtos de cacau, por exemplo, e o maior importador de grãos de cacau, que são processados em produtos semiacabados, como pasta de cacau, manteiga e cacau em pó, para exportação.
"Há um aspecto muito importante que talvez nos diferencie de muitos outros países: a colaboração e a cooperação."
A troca de experiências entre os agricultores é uma tradição secular, evidente nos leilões de hortaliças e flores e nas cooperativas de produtores.
"Os agricultores costumam se encontrar semanalmente. Eles visitam as fazendas uns dos outros para ver as plantações e aprender uns com os outros."
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