A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial militar Michael Bruno Lopes Santos foram presos nesta quinta-feira ( ) sob suspeita de agressão e tortura contra uma empregada doméstica grávida de 19 anos. O crime ocorreu em 17 de abril, na residência da empresária, no bairro Miritiua, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís, Maranhão. Carolina Sthela foi detida em Teresina, Piauí, enquanto o PM Michael Bruno se entregou à polícia no Maranhão, negando as acusações de participação nas agressões, que teriam sido motivadas por uma suposta acusação de roubo de joia.
A Prisão e as Versões Conflitantes
Carolina Sthela, de 36 anos, foi capturada na manhã desta quinta-feira (7) em Teresina, capital piauiense. Segundo informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), divulgadas pelo G1, a empresária estaria tentando fugir. No entanto, a defesa de Carolina, representada pela advogada Nathaly Moraes, contestou essa versão, afirmando que ela estava no Piauí com seu filho de 6 anos por não ter familiares no Maranhão com quem deixar a criança, e que não havia intenção de fuga, conforme noticiado pelo G1. Leia também: Notícias do Dia: Empresária Presa e Desdobramentos de Caso de Agressão
No mesmo dia, o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, que teve a prisão preventiva decretada, se entregou à polícia. Em depoimento à Corregedoria-Geral da Polícia Militar, ele negou ter agredido a vítima. Michael Bruno afirmou que conhecia Carolina Sthela há seis anos e que esteve na residência do casal em 17 de abril, dia das agressões, para entregar documentos após uma solicitação do marido da empresária no dia anterior, conforme relatou o G1.
Detalhes da Agressão e a Investigação
O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, após o registro de um boletim de ocorrência pela vítima. A empregada doméstica, grávida de cinco meses, descreveu as agressões sofridas: puxões de cabelo, socos e murros, sendo derrubada no chão. Ela tentou proteger a barriga durante os ataques. A jovem relatou que as agressões começaram após ser acusada de roubar um anel da ex-patroa. Embora a joia tenha sido encontrada em um cesto de roupas sujas, as agressões teriam continuado, e a vítima afirmou ter sido ameaçada de morte por Carolina Sthela caso contasse o ocorrido à polícia, de acordo com o G1.
A própria Carolina Sthela teria confirmado a violência em áudios enviados a um grupo de mensagens, segundo o G1. A Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Maranhão abriu um procedimento interno para apurar a participação de Michael Bruno no caso. Mais de noticia
Quem é Carolina Sthela
Natural de São Luís, Carolina Sthela se apresenta como empresária na área de consultoria de gestão administrativa, financeira e organizacional e se define como cristã. Casada e mãe de um menino, ela havia divulgado uma nota em 5 de maio repudiando qualquer tipo de violência, especialmente contra mulheres, gestantes e pessoas em situação de vulnerabilidade, pedindo que não houvesse julgamento antecipado e alegando que ela e sua família estavam sofrendo ataques e ameaças nas redes sociais, segundo o G1. Leia também: Anvisa recolhe produtos Ypê : SAC da empresa falha em atendimento
O G1 também revelou que dados da Receita Federal indicam que Carolina Sthela foi sócia de duas empresas, uma de consultoria com o marido e outra de lanches (registrada como comércio varejista de brinquedos), ambas encerradas em 2024 por omissão de declarações. Apesar disso, ela e o marido continuam a oferecer serviços de consultoria como franqueados. Além disso, Carolina Sthela já possui uma condenação prévia por desvio fraudulento de mais de R$ 20 mil de uma empresa de sua irmã, onde trabalhou como assistente de recursos humanos e secretária.
O que se sabe até agora
- A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa nesta quinta-feira (7) em Teresina, Piauí, suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida.
- O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, também suspeito de participação no crime, se entregou no Maranhão e negou ter agredido a vítima.
- A empregada, grávida de 19 anos, relatou ter sofrido socos, murros e puxões de cabelo em 17 de abril, após ser acusada de roubar um anel, mesmo após a joia ser encontrada.
- Carolina Sthela teria confirmado a violência em áudios e possui histórico de condenação por desvio fraudulento de mais de R$ 20 mil.
- Há versões conflitantes sobre a prisão de Carolina: a SSP-MA alega tentativa de fuga, enquanto a defesa afirma que ela estava no Piauí por falta de apoio familiar.
O caso, que gerou grande repercussão e indignação, continua sob investigação policial e da Corregedoria da PM, buscando esclarecer todas as circunstâncias e responsabilidades. A fragilidade da vítima e a brutalidade das agressões reforçam a urgência na apuração e na aplicação da justiça para crimes de violência doméstica e trabalhista.