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Eleição presidencial de 2026 é a com mais chapas puro-sangue

Eleição presidencial de 2026 é a com mais chapas puro-sangue desde a redemocratização Doze das 13 candidaturas oficializadas para as eleições deste ano terão presidente

Eleição presidencial de 2026 é a com mais chapas puro-sangue desde a
Eleição presidencial de 2026 é a com mais chapas puro-sangue desde a redemocratização

Doze das 13 candidaturas oficializadas para as eleições deste ano terão presidente e vice do mesmo partido, a maior quantidade desde 1989. Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) formam a única chapa com coligação partidária.


  • Doze das 13 candidaturas à Presidência em 2026 terão presidente e vice do mesmo partido.

  • Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) formam a única chapa com coligação partidária este ano. Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) e demais candidatos têm vices de outros partidos.

    Leia no AINotícia: Política em Foco: Resumo das Principais Notícias da Semana

  • Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que entre os fatores estão a prioridade dada pelos partidos às eleições para o Congresso, a neutralidade de grandes partidos e a fragmentação das candidaturas de direita.

Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos— Foto: Ricardo Stuckert, Raul Spinassé, Cristiano Borges, Karoline Barreto e Reprodução

Das 13 candidaturas confirmadas nas convenções partidárias deste ano, 12 terão os dois integrantes filiados à mesma sigla, o equivalente a 92% do total, o maior percentual desde a eleição em 1989. Leia também: Coronel é condenado em ação penal por livro em que critica Exército e faz

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Infográfico mostra a composição das 13 chapas que disputam a Presidência da República nas eleições de 2026— Foto: Equipe de Arte/g1

Antes de 2026, a maior marca de chapas puro-sangue registrada até então ocorreu em 2014: 10 das 11 candidaturas registradas à época eram formadas por dois integrantes de mesma sigla. A única chapa com coligação partidária naquele ano era a de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).

O menor número de chapas com candidatos a presidente e vice do mesmo partido ocorreu na disputa presidencial de 2002, época em que metade dos seis concorrentes optou por ter um vice do mesmo partido e, a outra metade, por formar alianças. Mais de politica

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Dificuldade de aliança e siglas isoladas

Cientistas políticos consultados pelo g1 consideram que uma série de fatores contribui para que a eleição de 2026 tenha o maior número de chapas próprias desde a redemocratização. Leia também: ‘Roubalheira na mais alta cúpula do Judiciário', diz Flávio Bolsonaro em almoço

Entre eles estão a estratégia dos partidos de priorizar a formação de bancadas fortes na Câmara dos Deputados, a decisão de parte das siglas de manter neutralidade na disputa presidencial e a falta de unidade no campo da direita, ao contrário do que ocorreu entre PT e aliados.

Professor titular aposentado do Departamento de Ciência Política da UFMG, Carlos Ranulfo, cita o caso de opção pela neutralidade adotada pela maioria dos diretórios de PP, Republicanos, MDB, União Brasil e do próprio PSD, que possui candidatura própria à Presidência.

"Hoje, cada partido prefere eleger bancadas grandes na Câmara. E aí essas coisas se juntam: uma certa pouca fé no candidato e o fato de que, se você ficar livre para escolher entre Bolsonaro ou Lula em cada estado, você pode maximizar a chance de fazer boas bancadas", analisa o doutor.

Há, também, uma diferença em como se comportaram os campos da direita e da esquerda, em que o PT e aliados não se fragmentaram, enquanto a direita não chegou a um entendimento.

"Tentativas do Caiado e do Zema, conversaram, trocaram beijinhos, mas não chegaram a nada", afirma Ranulfo. "Então, se você tem quatro candidaturas à direita, já começa a ficar difícil fazer coligações", diz.

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