
Crédito, Sara Martínez
- Author, Valentina Oropeza
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 11 minutos
- Tempo de leitura: 5 min
Importante: esta reportagem contém detalhes de abusos sexuais, físicos e emocionais, que podem ser perturbadors para alguns leitores.
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Sara Martínez insistiu para que seu irmão Moisés, de 28 anos, não confrontasse seu pai sobre o que ela descreve como anos de abusos sofridos nas mãos dele.
O mês era maio de 2025, nos subúrbios da capital uruguaia, Montevidéu. Moisés havia acabado de ficar sabendo que seu pai, Carlos, teria abusado física e sexualmente da sua mãe e das duas irmãs, quando eram crianças.
Agora, ele cumpre pena de 12 anos de prisão, após um julgamento que os cidadãos uruguaios puderam acompanhar ao vivo pelo YouTube e causou indignação popular no país. Leia também: A pílula diária que pode ajudar a manter peso após parar o uso de canetas
Suas irmãs e sua mãe acreditam que ele deveria ter sido perdoado. Elas tentam, agora, recorrer da condenação.

Crédito, Sara Martínez
Contendo as lágrimas, Sara Martínez, hoje com 27 anos, conta à BBC a dolorosa conversa que levou ao ocorrido.
Foi apenas ali que ela ficou sabendo que Carlos passou anos agredindo e abusando fisicamente de Moisés, segundo ela.
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"Nunca conheci totalmente a extensão do trauma que ele carregava", conta Sara. "Existem muitas coisas que só descobrimos durante o julgamento."
Moisés e suas irmãs tinham muito medo do seu pai, segundo ela. Leia também: Por que pesquisas eleitorais 'erram'?
"Ele era como uma figura onipresente. Mesmo quando não estava ali, inspirava terror."
Sara conta que Carlos abusava sexualmente dela e da sua irmã mais velha, Ana.
"Agora, não consigo nem comer", ela conta. "Eu me sentia culpada, achando que permitia que ele me abusasse só para poder comer o alfajor."
Sara afirma ter contado cerca de 60 casos em que seu pai abusou sexualmente dela à noite, quando sua mãe saía para o trabalho.
"Eu contava as vezes porque algo me dizia que, algum dia, eu teria coragem de falar sobre isso."



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