
Crédito, Getty Images
- Author, Kate Bowie
- Role, BBC World Service
- Há 2 horas
- Tempo de leitura: 7 min
Em 2011, Adeline teve um sonho que mudou sua vida.
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Ela estava deprimida e sentia muita falta da mãe, que havia morrido três anos antes.
"Até que ela apareceu no meu sonho", conta Adeline, cujo nome foi alterado para preservar a identidade da jovem, que mora em Hong Kong.
Adeline levou a sério a mensagem e marcou uma consulta médica. Leia também: Chernobyl, 40 anos: em meio a guerras, quais as chances de um novo desastre nuclear?
Depois disso, foi diagnosticada com câncer em estágio inicial, que pôde ser tratado porque foi detectado de forma precoce.
"Sou muito grata", diz Adeline. "Sem esse sonho, eu não teria me apressado a fazer o exame."
Pessoas de diferentes culturas interpretam sonhos há milênios.
As sociedades do Antigo Egito, da Grécia e da Babilônia acreditavam que os sonhos podiam ser proféticos.
E, em alguns grupos indígenas, os sonhos são vistos como visitas de espíritos auxiliares. Mais de mundo
Hoje, o fascínio pelos sonhos também migrou para a internet. Usuários do fórum DISCUSS, criado em Hong Kong, compartilham métodos de interpretação, enquanto centenas de pessoas no Reddit contam ter usado o ChatGPT para interpretar seus sonhos.
Mas o que sonhos como o de Adeline podem realmente nos dizer? E até que ponto cientistas e psicólogos acreditam que devemos levá-los a sério?

Nossos cérebros adoram sonhar. Estamos "praticamente sempre sonhando" quando entramos no estágio de movimento rápido dos olhos, conhecido como sono REM, afirma o neurocientista Abidemi Otaiku, do Imperial College de Londres, no Reino Unido. Leia também: Os jovens chineses solitários e desiludidos que buscam carinho e conexão com 'pais virtuais'
Isso significa que podemos passar até um terço do tempo em que estamos dormindo sonhando.
"O corpo realmente quer sonhar e vai compensar quando tiver a oportunidade", explica Otaiku.
O motivo exato pelo qual dormimos, contudo, ainda é um mistério. De forma geral, pesquisadores acreditam que o sono ajuda o cérebro a se recuperar e oferece tempo para organizar as memórias do dia.
Exames mostram que, durante o sono, o funcionamento do cérebro muda, alterando a forma como percebemos os sonhos naquele momento.
Quando estamos sonhando, os lobos frontais — responsáveis pelo raciocínio — ficam altamente desativados. Ao mesmo tempo, o sistema límbico — ligado às emoções — se torna hiperativo.
Os sonhos devem nos ajudar a tomar decisões?

Os sonhos podem revelar nossos verdadeiros sentimentos?
Nossos sonhos podem prever o futuro?

Quanta atenção devemos dar aos nossos pesadelos?
Devemos interpretar nossos sonhos?
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