
Crédito, Stephanie Rodrigues - BBC News Brasil
- Author, André Biernath e Stephanie Rodrigues
- Role, Da BBC News Brasil, em Oxford
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 12 min
O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) afirma que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "o melhor quadro para vencer as eleições presidenciais", mas diz que o presidente "não governará o Rio de Janeiro".
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Ele também é crítico da megaoperação policial que deixou mais de uma centena de mortos no Complexo do Alemão e da Penha em 2025, mas defende que "delinquente que usa roupa de guerra e arma pesada contra o Estado vai ter que ser neutralizado".
O agora candidato ao governo do Rio de Janeiro esteve em Oxford, no Reino Unido, no último sábado (16/5), onde participou da 11ª edição do Brazil Forum UK, evento organizado por brasileiros que estudam em universidades britânicas.
Em entrevista à BBC News Brasil durante o evento, ele fez uma análise da atual situação política do Rio de Janeiro e respondeu porque decidiu concorrer ao Executivo fluminense — mesmo tendo garantido durante a última campanha à prefeitura que iria completar os quatro anos de gestão. Leia também: Canal do Panamá é o grande beneficiário da crise no estreito de Ormuz
"Acho que posso somar mais nesse momento se vencer as eleições para o Estado", argumenta ele.
Questionado se pretende concorrer a uma reeleição em 2030 — caso seja bem-sucedido em 2026 — ou alçar voos maiores, Paes respondeu com ironia: "Se eu fizer um bom trabalho, sair vivo e não terminar preso, já é uma vitória."
Essa será a terceira vez que Paes disputará o governo do Estado. Em 2006, ela era deputado federal pelo PSDB quando fez sua primeira investida para um cargo majoritário. O então senador Sérgio Cabral ganharia aquela eleição e o convidaria para ser secretário e entrar para o MDB.
Paes elegeu-se prefeito do Rio pela primeira vez em 2008 e reelegeu-se em primeiro turno quatro anos depois. Ele comandou a cidade na preparação para os Jogos Olímpicos e durante a competição, projetando-se nacionalmente.
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A preparação da cidade para as Olimpíadas — com a realização de grandes obras de infraestrutura, mobilidade urbana, além dos espaços de competição — foi alvo de críticas e denúncias de desvios de dinheiro e superfaturamento.
Paes foi investigado, mas não foi condenado em relação aos megaeventos. Aliados atribuem ao ex-prefeito parte da modernização urbana do Rio durante o ciclo olímpico, especialmente em infraestrutura e mobilidade. Leia também: Ebola matou 131 em um país da África: por que é tão difícil impedir novo surto?
Paes também foi citado no episódio conhecido como "farra dos guardanapos", que reuniu políticos fluminenses ligados ao grupo de Sérgio Cabral numa festa luxuosa num palacete na famosa Avenida Champs-Élysées, em Paris, na França, no ano de 2009.
Paes sempre se defendeu das acusações e se afastou de Cabral. "Eles estão lá e eu estou aqui. Ganhei mais uma eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro e governei oito anos sem ninguém me acusando de corrupção", comentou ele no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2022.
"O Sérgio Cabral nunca foi meu padrinho político. Eu tinha mais de 20 anos de vida pública quando eu tive o apoio dele na minha eleição para prefeito em 2008", complementou ele.
Sobre a "farra dos guardanapos", Paes disse à Veja que saiu do evento quando "a festa estava ficando um pouco animada demais".
"E não me relaciono pessoalmente com fornecedores e empresários. Quando noto que a coisa começa a ficar muito íntima, me retiro do ambiente. Foi o que fiz naquele dia."



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