Eduardo Bolsonaro e Mario Frias surgem como produtores de filme que recebeu dinheiro de Vorcaro
O deputado cassado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, trabalhou como produtor-executivo do filme sobre a história do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e tinha entre suas atribuições ajudar na captação de recursos para o projeto.
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A função consta em contrato a que o Intercept Brasil teve acesso. A TV Globo confirmou as informações.
Na quarta-feira (13), o site revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar "Dark Horse" e que as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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A publicação exibiu áudio em que Flávio pede dinheiro e pressiona Vorcaro pelos pagamentos. De acordo com a reportagem, o banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões. A TV Globo também confirmou essas informações.
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Investigação sobre uso do dinheiro
Segundo publicou o blog da Andreia Sadi, uma das linhas de investigação busca esclarecer se o dinheiro teria sido destinado oficialmente à produção do filme ou se esse recurso serviu apenas como justificativa para a transferência dos valores para financiar despesas de Eduardo nos Estados Unidos.
O deputado cassado mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então. Mais de politica
Na quinta-feira (14), Eduardo disse, em uma publicação na internet, que o status migratório dele nos Estados Unidos o impediria de receber dinheiro de fundo de investimento ligado a Vorcaro.
Contrato traz definições sobre funções Leia também: Plano de investimento de filme sobre Bolsonaro previa cotas de 1 milhão de
Segundo o Intercept, o contrato de produção do filme foi assinado digitalmente por Eduardo em . O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece ao lado do deputado federal Mário Frias, também do PL de São Paulo, como produtor-executivo do filme.
O deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Além disso, o documento traz a empresa GoUp Entertainment, que tem sede nos Estados Unidos, como produtora (veja detalhes abaixo).
Ainda de acordo com o contrato, cujos trechos foram publicados pelo site e confirmados pela TV Globo, a produtora e os produtores-executivos deveriam se dedicar à captação de recursos para o projeto.
As atividades incluíam o “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”.
Produtora sediada nos Estados Unidos
- STF - Supremo Tribunal Federal
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