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Operação da PF mira Cláudio Castro à Refit no RJ

Decisão do STF de Alexandre de Moraes detalha suposta "cooptação integral do estado" pelo ex-governador em prol da refinaria, com trocas de secretários e encontro em Nova

Operação da PF mira Cláudio Castro à Refit no RJ

Operação da PF mira Cláudio Castro por favorecimento à Refit no RJ

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), é alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta sexta-feira (15) que investiga um sofisticado esquema de favorecimento ao Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. A ação, baseada em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve o sigilo retirado, apura a suposta "cooptação integral do estado" para atender a interesses privados da empresa por meio de trocas de cargos-chave e intervenções em órgãos estaduais, além de um controverso jantar em Nova York.

As Acusações e a "Cooptação Integral"

Segundo a decisão de Moraes, divulgada, as investigações apontam que Cláudio Castro, enquanto governador, teria direcionado esforços de diversas pastas e autarquias estaduais – incluindo a Secretaria da Fazenda, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Polícia Civil – para beneficiar o Grupo Refit. O documento descreve uma "cooptação integral do estado do Rio de Janeiro" pela refinaria, cujo proprietário, Ricardo Magro, é apontado como um dos maiores sonegadores de impostos do país.

A operação, que incluiu a apreensão de celular e tablet de Castro, que estava com a família no momento da chegada da PF, detalha como os interesses da Refit teriam guiado ações governamentais, desde substituições em cargos estratégicos até a intervenção direta para derrubar interdições federais sofridas pela empresa. Leia também: Extradição negada de Carla Zambelli impõe novo revés a Moraes e alimenta

Trocas Estratégicas em Órgãos Chave

A investigação da PF, conforme a decisão de Moraes, ressalta que o ex-governador teria promovido mudanças significativas no alto escalão do governo fluminense para atender aos interesses da Refit. Um dos episódios citados é a substituição do procurador-geral do estado, Bruno Teixeira Dubeux, por Renan Miguel Saad. Dubeux, segundo apurações, teria resistido às pressões da refinaria. A PGE, sob a nova direção, teria então emitido uma manifestação judicial que defendia a retomada das operações da Refit, previamente interrompidas em setembro de 2025 pela Operação Cadeia de Carbono. A decisão aponta que tal manifestação foi "encomendada" diretamente por Castro (G1).

Similarmente, a Secretaria da Fazenda também teria sido alvo de intervenção. Leonardo Lobo, que ocupava o cargo e, de acordo com as investigações, se insurgia contra o esquema, foi substituído por Juliano Pasqual em janeiro de 2025. A nomeação de Pasqual, aponta a PF, também teria obedecido a interesses do Grupo Refit.

O Jantar em Nova York

Um dos elementos que reforçam a tese de favorecimento é um encontro, descrito em uma das fontes do G1 como um "jantar", ocorrido em Nova York, nos Estados Unidos. Cláudio Castro, acompanhado de secretários estaduais, sentou-se à mesa com Ricardo Magro, dono da Refit. O diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Daniel Maia, também teria participado da reunião. Este evento é considerado pelos investigadores como mais um indício da proximidade e influência indevida da refinaria sobre a gestão estadual. Mais de politica

O que se sabe até agora

  • O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, é alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (15).
  • A investigação apura um esquema de favorecimento ao Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
  • A decisão judicial do STF, assinada por Alexandre de Moraes, retirou o sigilo do caso.
  • Castro teria promovido a "cooptação integral do estado do Rio de Janeiro" para interesses da Refit.
  • Para isso, ele teria trocado o Secretário da Fazenda e o Procurador-Geral do Estado que resistiam a pressões.
  • Um jantar em Nova York com Ricardo Magro, dono da Refit, é um dos indícios citados na investigação.

A operação adiciona um novo capítulo às constantes investigações que envolvem figuras políticas do Rio de Janeiro, Estado com histórico de desafios em sua governança. Enquanto a apuração da Polícia Federal avança, a expectativa é pela manifestação da defesa do ex-governador, que poderá esclarecer os fatos e contestar as alegações de favorecimento. O caso sublinha a vigilância contínua sobre a administração pública e a influência de interesses privados em decisões governamentais. Leia também: Ronaldo Caiado busca diálogo com Renan Santos em meio a especulações eleitorais

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