Transporte púiblico de Rio Branco é operado há mais de quatro ano com contrato emergencial — Foto: Arquivo/Asscom Prefeitura de Rio Branco O edital da licitação do sistema de transporte público de Rio Branco foi suspenso pela prefeitura após pedido de esclarecimento e impugnação das empresas à Comissão Especial de Licitação (CEL).
A medida foi divulgada pela comissão nesta segunda-feira (20). Segundo o secretário adjunto de Gestão Administrativa da Prefeitura de Rio Branco, Erick Silva de Oliveira, a suspensão ocorreu por causa de alterações a serem feitas no edital. "
Recebemos a impugnação de três empresas e uma pessoa física", destacou. O prazo para apresentação das propostas encerraria na próxima quarta-feira (22). Segundo a prefeitura, três empresas demostraram interesse na licitação.
Com a decisão, o processo segue suspenso até que as mudanças necessárias sejam feitas. A prefeitura ainda deve divulgar um novo cronograma. "
A RBTrans já respondeu uma parte, mas pelo volume de informação que foi solicitado pediram para a suspensão. Acredito que dentro dos próximos 30 dias devemos fazer esse melhoramento e edição do edital", afirmou. Ainda segundo o secretário, o edital modificado deve ser lançado com um prazo novo. Leia também: Pai de ex-vereador do Ceará também é preso por latrocínio de idoso no Piauí
" Isso é o que a lei manda. Quando você tem qualquer alteração substancial, tem que reabrir o prazo para que as empresas façam suas propostas.
Acredito que até o final do mês de maio devemos redefinir o edital", confirmou. A licitação prevê a concessão do sistema de transporte coletivo da capital por 10 anos. O contrato tem valor global estimado em R$ 1.011.019.747,20 e considera a operação ao longo de todo o período.
O custo de referência por quilômetro rodado foi calculado em R$ 10,94. Já tarifa de referência para o usuário permanece em R$ 3,50. Atualmente, o transporte coletivo da capital atende cerca de 1 milhão de passagens por mês, número que pode chegar a 1,2 milhão, segundo a projeção utilizada no processo de concessão.
Há anos o sistema de transporte público da capital passa por instabilidades. Desde fevereiro de 2022, a operação é feita pela empresa Ricco Transportes e Turismo, que assumiu 31 das 42 linhas após a saída da Empresa Auto Viação Floresta. Desde então, o serviço tem sido mantido por meio de contratos emergenciais renovados a cada seis meses. Mais de noticia
LEIA MAIS: Uma audiência pública chegou a ser pedida pela própria Ricco em março deste ano, contudo, o proprietário não participou devido a problemas de saúde e, então, a sessão foi cancelada. A empresa teve o contrato emergencial renovado por mais seis meses em 20 de fevereiro. Segundo a própria empresa, atualmente são operadas cerca de 50 linhas com aproximadamente 100 ônibus na capital.
Prejuízo Em entrevista recente à Rede Amazônica Acre, o proprietário da Ricco, Ewerson Dias, afirmou que a companhia acumula prejuízos ao manter o serviço. De acordo com ele, a empresa registrou cerca de R$ 7 milhões de prejuízo em 2024 e mais de R$ 8 milhões em 2025. Leia também: Após acidente, um homem é preso por dirigir alcoolizado e outro por porte ilegal de arma em Várzea da Palma
O empresário atribui parte das dificuldades financeiras ao alto custo de manutenção da frota e ao número de gratuidade e meia-passagem no sistema, que segundo ele representam quase metade dos passageiros transportados. Empresas interessadas em assumir o transporte público de Rio Branco devem enviar propostas até abril — Foto: Reprodução
Outro ponto citado foi a baixa demanda em algumas rotas. Segundo Ewerson Dias, há linhas que transportam aproximadamente 1,8 mil passageiros por mês, número que, segundo ele, não cobre os custos da operação. Para manter o funcionamento do sistema e evitar aumento da tarifa, a Prefeitura de Rio Branco repassa um subsídio à empresa que opera o transporte coletivo.
Atualmente, o município paga R$ 3,63 por passageiro transportado, valor que complementa a tarifa paga pelo usuário, mantida em R$ 3,50. O quantitativo repassado pela prefeitura em 2021 às empresas de ônibus, que somou mais de R$ 2,4 milhões, foi usado somente para pagar parte dos salários atrasados do ano de 2020 dos funcionários.
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