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- Author, James Gallagher
- Role, Correspondente de saúde e tecnologia
- Published 17 maio 2026Atualizado Há 3 horas
- Tempo de leitura: 4 min
A declaração de emergência de interesse internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) não significa que o surto de Ebola na República Democrática do Congo seja os estágios iniciais de uma pandemia ao estilo Covid.
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O risco que o Ebola representa para o mundo inteiro permanece baixo.
A maioria dos surtos de Ebola tende a ser pequena, mas os especialistas querem evitar um surto como o de 2014-16. Na época, quase 30 mil pessoas no oeste da África foram infectadas, o maior surto da doença já registrado no continente.
O Brasil não teve nenhum caso registrado na época, apenas suspeitas que foram descartadas. Leia também: O quanto da nossa personalidade é definida no momento em que nascemos?
A atual guerra civil no país africano está dificultando o controle do vírus, e a doença vem se espalhando há semanas. Já há 80 mortes confirmadas e 250 casos suspeitos na República Democrática do Congo.
Em Uganda, uma pessoa foi infectada e outra morreu pelo vírus da doença.
A espécie de Ebola envolvida é rara, então há menos ferramentas e conhecimento para deter um vírus que mata cerca de um terço das pessoas infectadas.
Existe risco significativo para países vizinhos como Uganda, Sudão do Sul e Ruanda, considerados de alto risco devido às estreitas ligações comerciais e de viagens com a República Democrática do Congo.
“A situação é complexa o suficiente para exigir coordenação internacional”, diz a Dra. Amanda Rojek, do Instituto de Ciências Pandêmicas da Universidade de Oxford. Mais de mundo
No entanto, a República Democrática do Congo tem uma vasta experiência em lidar com surtos de Ebola e a resposta é “significativamente mais forte hoje do que há uma década”, diz Daniela Manno, da London School of Hygiene & Tropical Medicine.

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O ebola é uma doença grave e mortal, embora seja rara. O vírus Ebola infecta principalmente morcegos que comem frutas, mas as pessoas podem ser infectadas se entrarem em contato próximo com animais.
O Bundibugyo causou apenas dois surtos antes — em 2007 e 2012 — no qual matou cerca de 30% das pessoas infectadas.
O vírus Bundibugyo apresenta uma série de desafios. Não há vacinas ou tratamentos medicamentosos aprovados para o Bundibugyo, embora existam algumas experimentais, ao contrário de outras espécies do vírus Ebola.
E os testes para determinar se alguém tem a infecção não parecem funcionar bem. Os resultados iniciais do surto foram negativos para o vírus Ebola, e ferramentas de laboratório mais sofisticadas foram necessárias para confirmar que Bundibugyo estava envolvido.
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