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Durigan: Fato é que existe, sim, comprometimento da renda das pessoas com as bets

Então secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participa de Onde Investir 2025, promovido pelo InfoMoney

Durigan: Fato é que existe, sim, comprometimento da renda das pessoas com as bets
Então secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participa de Onde Investir 2025, promovido pelo InfoMoney. Foto: InfoMoney
Então secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participa de Onde Investir 2025, promovido pelo InfoMoney. Foto: InfoMoney

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o comprometimento de renda dos brasileiros com bets, como são chamados os sites de apostas, é um fato. No Desenrola 2.0, pacote de renegociação de dívidas das famílias, cuja medida provisória foi assinada nesta segunda-feira, 04, os beneficiários não poderão jogar em bets por doze meses.

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“O fato é que temos, sim, mesmo no estudo que mostra o menor impacto das bets, um comprometimento da renda das pessoas. Então, nesse modelo de estimular um crédito mais sustentável, o ideal é que a pessoa que se diz endividada – e que, portanto, está precisando de uma ajuda para renegociar a sua dívida – não comprometa a sua renda com jogo”, comentou Durigan em entrevista para a GloboNews. Leia também: Moraes rejeita revisar pena de Débora do Batom, condenada pelo 8/1

O ministro pontuou que as bets passam, desde 2024, por um processo de regulação dura. Ele observou que há divergências em estudos sobre o quanto as bets impactam no consumo e em quanto elevam as dívidas. O certo, entende o ministro, é que há um impacto na disponibilidade de renda.

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Durante a entrevista, Durigan frisou que o Desenrola 2.0 foi construído, seguindo as melhores práticas, junto a bancos e fintechs, com o objetivo de melhorar a qualidade do crédito. “Não estamos fazendo nada de maneira impositiva, no sentido de não ter diálogo.”

Durigan disse também que, desde o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mais de 15 milhões de brasileiros conseguiram acessar os instrumentos formais de crédito. É uma boa notícia, mas que também reforça, conforme frisou o ministro, a necessidade de educação financeira das famílias.

Juros alto

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O ministro da Fazenda argumentou que, embora a situação fiscal venha melhorando desde 2024, a taxa de juros não caiu. Ele também comentou que os juros estão sendo pressionados agora pela escalada dos conflitos no Oriente Médio, que causou uma disparada nos preços do petróleo, e não pela questão fiscal. “São discussões muito diferentes.” Leia também: STF julga no dia 20 se Bolsonaro podia bloquear cidadãos em redes oficiais

Durigan também observou que a inadimplência elevou o risco de crédito, pressionando os juros cobrados do consumidor, uma situação que o governo busca resolver com o Desenrola 2.0.

“Melhorar o nível de endividamento das famílias faz com que melhore o próprio sistema financeiro”, comentou o ministro. “Melhorando a condição do sistema bancário como um todo, os bancos vão ter condição de oferecer uma taxa de juros menor”, acrescentou Durigan.

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Estadão Conteúdo

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