Ministro do STF deu prazo de 5 dias para que sejam intimadas as partes que precisam depor em ação sobre plano de reestruturação da CVM
Operação Carbono Oculto: segunda fase mira novo esquema de lavagem de dinheiro do PCC
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino afirmou nesta quinta-feira (28) que a nova fase da Operação Carbono Oculto reforça a necessidade de reestruturação dos sistemas de regulação e fiscalização do mercado financeiro, com destaque para a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
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A manifestação consta em despacho assinado após a União apresentar ao Supremo o Plano Emergencial de Reestruturação da Atividade Fiscalizatória da CVM. Antes de decidir sobre o mérito e a suficiência das medidas propostas pelo governo, Dino determinou que as partes do processo se manifestem sobre o documento em até cinco dias úteis.
Ministro do STF Flávio Dino — Foto: Victor Piemonte/STF
No despacho, o ministro cita a realização da nova fase da Operação Carbono Oculto, denominada Fluxo Oculto, e afirma que ela "sublinha, mais uma vez, a urgência da reestruturação dos sistemas de regulação e fiscalização". Segundo ele, a necessidade de reforço envolve principalmente a CVM, mas também se estende a órgãos como Banco Central e Coaf. Mais de politica
O plano apresentado pela União incorporou parte das reivindicações feitas pela CVM. Entre as medidas aceitas estão o aumento do quadro de pessoal e a criação de uma força-tarefa para reduzir em 20% até dezembro a fila de processos da autarquia. Ficou de fora, porém, a proposta de pagamento de horas extras com adicional de 50% para os servidores que participarem do mutirão. Leia também: Panorama Político: Saúde Mental no Trabalho e Combate a Fraudes
A fase Fluxo Oculto da Operação Carbono Oculto aponta que fintechs sediadas na Avenida Brigadeiro Faria Lima continuaram sendo utilizadas para ocultar recursos do crime organizado mesmo após a operação realizada em 2025. De acordo com o Ministério Público de São Paulo, o grupo investigado não interrompeu as atividades após a primeira ação e teria ampliado o volume de desvio de nafta e criado novas empresas de fachada para ocultar os recursos obtidos com o esquema.
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