
Crédito, Reuters
- Author, Michelle Roberts
- Role, Editora digital de saúde, BBC News
- 7 maio 2026, 16:57 -03Atualizado Há 25 minutos
- Tempo de leitura: 7 min
Autoridades afirmam que estão levando muito a sério o surto de hantavírus verificado em um navio de cruzeiro transportando passageiros de várias partes do mundo.
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Três passageiros morreram a bordo ou depois de viajarem no navio, que saiu da Argentina um mês atrás. Quatro outros foram evacuados do navio para tratamento médico.
Uma enorme operação está em curso para rastrear pessoas potencialmente expostas ao vírus, que já tomaram voos para suas casas em diversos países, como o Reino Unido, África do Sul, Holanda, Estados Unidos e Suíça.
Não há registro de brasileiros a bordo, segundo a Oceanwide Expeditions, empresa operadora do cruzeiro. Leia também: Caso Master: PF deflagra nova fase de operação com Ciro Nogueira entre os alvos
Os especialistas em saúde destacam que o risco para a população em geral é baixo. Mas até que ponto devemos nos preocupar?
'Não é covid'
Em uma atualização na quinta-feira (7/5), a médica Maria Van Kerkhove, da Organização Mundial da Saúde (OMS) salientou que não se trata do início de uma nova pandemia:
"Isso não é covid, não é influenza, e se propaga de forma muito, muito diferente."
Ao contrário de doenças como o sarampo, altamente contagiosas e de fácil propagação, a cepa andina do hantavírus, responsável pelo surto, não é tão infecciosa.
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
A transmissão entre seres humanos é possível, mas o risco de infecções globais permanece baixo, segundo a OMS.
Ainda não se sabe ao certo como o surto começou. Leia também: Elogio de Trump, tour na Casa Branca, três horas de reunião: como foi o encontro de Lula com o presidente americano
Especialistas já observaram a propagação da cepa andina entre pacientes humanos em surtos anteriores, por meio de contato muito próximo. E eles acreditam que algumas das infecções a bordo do MV Hondius possam ter sido causadas por transmissão entre as pessoas.
Mesmo os navios de cruzeiro de luxo têm condições de habitação restritas ou limitadas, com as pessoas compartilhando cabines e áreas de alimentação. Estes são locais onde as infecções podem ter se espalhado.
Até o momento, foram confirmados cinco casos de hantavírus contraídos durante o surto no navio de cruzeiro, segundo a OMS.
Outros casos deverão surgir, devido ao período de incubação do vírus, que é de seis semanas. Mas uma importante autoridade de saúde fez questão de destacar:
"Quero ser categórico aqui... este não é o início de uma pandemia de covid."


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