Quaest ganha destaque após novo desdobramento em urna eletrônica para votação
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Gabriela Echenique
Brasília
A deputada e candidata à reeleição Talíria Petrone (PSOL-RJ) voltou a receber ameaças, inclusive contra familiares, e pediu uma reunião com o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva para cobrar celeridade nas investigações que já estão em andamento.
Segundo a parlamentar, essa é a quarta ameaça recebida nos últimos meses. Desta vez, o criminoso chegou a anexar uma reportagem que relatava as ameaças para mostrar que não teria se intimidado.
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A pessoa ameaça de morte os filhos da deputada, além de outros familiares, e volta a mencionar informações pessoais e endereços dela. As mensagens têm cunho sexual e sugerem o assassinato de todos com manifestações racistas. Leia também: Deputada do PSOL sofre ameaças e pede reunião com ministro da Justiça
No ofício enviado ao ministro da Justiça, a deputada menciona 15 registros feitos junto à PF (Polícia Federal), mas critica a inércia das investigações.
"É inaceitável que, após dezenas de boletins de ocorrência, inquéritos abertos e até apelos a organismos internacionais ao longo de todos esses anos, não haja respostas institucionais definitivas", diz o ofício.
O autor das ameaças se refere à parlamentar como "pretinha misturada com branco" e diz que vai provar que mulheres negras são "feitas especialmente para serem caçadas, violadas e mortas com gosto". Mais de politica
"A ausência de respostas do Estado falha não apenas com a vida da parlamentar, mas decreta a falência da própria segurança pública, sequestrada pela violência política de gênero e raça", afirma.
A deputada diz que já precisou ser retirada do Rio de Janeiro após relatórios de inteligência apontarem articulações concretas para um assassinato e afirma que vive sob escolta policial armada permanente. Leia também: Ministério Público pede impugnação de candidato que quer usar nomes de Enéas
Além disso, ela pede que o governo priorize a análise de risco requisitada pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) em favor da deputada.
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