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Delegados reagem a fala de Lula e dizem que aumento do efetivo não vencerá crime organizado

23.abr.2026 às 17h06 Diminuir fonte Aumentar fonte Ouvir o texto Gabriela Echenique Brasília Delegados da Polícia Federal reagiram quase que imediatamente à declaração

Delegados reagem a fala de Lula e dizem que aumento do efetivo não vencerá crime organizado
23.abr.2026 às 17h06
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Gabriela Echenique
Brasília

Delegados da Polícia Federal reagiram quase que imediatamente à declaração do presidente Lula de que policiais cedidos a outros órgãos fingem que estão trabalhando. A categoria manifestou preocupação com a fala e diz que não é a convocação de 53 delegados que vai vencer o crime organizado.

Agente da Polícia Federal visto de costas, sentado em mesa de escritório, usando colete preto com a inscrição amarela 'POLÍCIA FEDERAL'. Ele está diante de um computador com tela ligada em ambiente interno iluminado.
Agente da Polícia Federal durante Operação Decrypted II, que mira grupo responsável por fraudes eletrônicas - Divulgação Polícia Federal

Em agenda pública nesta quinta-feira (23), Lula disse que convidou todos os delegados da PF que estão cedidos "em outro lugar fingindo que estão trabalhando" e que todos teriam que voltar para "combater o crime organizado".

A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) reagiu e disse que os policiais cedidos exercem funções estratégicas e de alta relevância e que não há que se fazer questionamento generalizado sobre o desempenho deles.

Além disso, afirmou que apenas 53 delegados estão cedidos a outros órgãos, o que representa menos de 3% do total. Leia também: TSE decide que proibição de voto a presos provisórios não vale para eleição de 2026

"Não basta ampliar o efetivo. É indispensável implementar políticas consistentes de valorização, retenção de talentos e financiamento adequado da instituição", afirma a nota.

Nos bastidores, policiais classificaram a fala do presidente de "infeliz" e dizem que ela é uma ofensa à categoria, que tem trabalhado incessantemente no combate ao crime.

O posicionamento é uma resposta da categoria, que está insatisfeita porque o governo federal não deu seguimento à criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas. Além disso, os policiais reclamam que a profissão tem sido desvalorizada e muitos têm mudado de carreira. Mais de politica

"A associação reafirma que o enfrentamento ao crime organizado exige menos propaganda e mais ações concretas. Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança", afirmou a entidade.

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