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Anvisa proíbe substâncias usadas em cosméticos e produtos infantis famosos

Anvisa proíbe substâncias usadas em cosméticos e produtos infantis famosos; veja marcas Needs, Johnson's Baby e outras empresas têm em seu portfólio produtos com

Anvisa proíbe substâncias usadas em cosméticos e produtos infantis famosos

Anvisa proíbe substâncias usadas em cosméticos e produtos infantis famosos; veja marcas Needs, Johnson's Baby e outras empresas têm em seu portfólio produtos com fragrâncias que podem ter efeitos negativos para a saúde A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou, nesta semana, a lista de substâncias que não podem ser utilizadas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes vendidos no Brasil. Entre as novas restrições estão dois ingredientes amplamente utilizados em fragrâncias, inclusive em produtos destinados ao público infantil: o Lilial (butilfenil metilpropional) e o Lyral (HICC).

De acordo com a agência, a revisão das regras busca harmonizar a regulamentação brasileira com a dos países que integram o Mercosul. Além deles, as duas substâncias já haviam sido banidas ou restringidas em outros mercados, como o da União Europeia (UE), que proibiu o uso do Lilial em cosméticos em 2022. Nos países europeus, por exemplo, a decisão foi motivada por investigações que sugeriram que o Lilial é uma possível substância tóxica, principalmente para o sistema reprodutivo.

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Já o Lyral foi suspenso por induzir reações alérgicas por contato. Os compostos integram a fórmula de produtos de diversas marcas vendidas no território nacional, como Giovanna Baby, Baruel, Johnson’s Baby, Bozzano, Dauf, Bio Extratus, Tra Lá

Lá Kids e Cia da Natureza (confira abaixo). Segundo a Anvisa, as empresas que utilizam essas substâncias em seus cosméticos terão um prazo de um ano e meio (18 meses) para adequar os seus produtos. + Leia também: Mito ou verdade ganha destaque após novo desdobramento em mito ou verdade

Quais marcas usam Lilial na composição? O Lilial (cujo nome químico é Butylphenyl Methylpropional) é uma fragrância sintética amplamente utilizada na indústria de cosméticos e produtos de limpeza para conferir um aroma floral semelhante ao lírio-do-vale. Por ser tão comum, a lista de produtos que utilizam a substância é longa.

De acordo com a ferramenta brasileira “Rótulo Seguro Kids“, mesmo grandes marcas conhecidas no mercado levam a substância na composição de alguns de seus cosméticos. Confira exemplos: Marca: Giovanna Baby Produtos: Produtos:- Óleo Corporal de Amêndoas Marca: Off! Produtos:- Off!

Family Spray Repelente de Insetos- Off!

Kids Cheirinho Gostoso Loção Repelente Marca: Tra Lá Lá Mais de saude

Kids Produtos:

Marca: Baruel Produtos: Marca: Dauf Produtos:- Dauf Protetor Solar Família FPS 60;- Dauf Protetor Solar Kids; Marca: Bio Extratus Produtos:- Bio Extratus Avelã e Coco;- Bio Extratus Kids A Turma do Maluquinho Finalizador; Marca: Jequiti Produtos:- Turma da Mônica Magali Desodorante e Colônia Marca: Needs Produtos:- Needs Beauty Loção de Ureia 10%- Needs creme de Ureia 10% Marca: Cia da Natureza Produtos: O Lyral também é uma substância que confere aos produtos uma fragrância floral semelhante a dos lírios. Além disso, a tabela de produtos que levam o ingrediente na fórmula é grande, embora um pouco menor do que aqueles que carregam o Lilial. Leia também: Saúde: Empatia, Café e Sarampo em Destaque

De acordo com a plataforma “Rótulo Seguro Kids”, alguns exemplos de cosméticos infantis que contam com esse químico são: Em estudos com animais, o Lilial mostrou capacidade de causar danos ao sistema reprodutivo, especialmente aos testículos dos machos, incluindo atrofia e alterações no tecido do órgão, afetando a reprodução. O composto também foi acusado de possuir propriedades irritantes para a pele e os olhos em análises com coelhos.

Além disso, pesquisas em laboratório, com células, propuseram que o que o Lilial, bem como o Lyrial, seriam tóxicos para as mitocôndrias, estruturas celulares que fornecem energia para o corpo. Por causa disso, em 2020, pesquisadores do grupo ativista Environmental Working Group (EWG) adicionaram o químico à lista de ingredientes considerados “inaceitáveis“, devido a preocupações com potenciais efeitos alergênicos, imunotóxicos e prejudiciais aos hormônios do corpo. Ainda não existem, porém, pesquisas robustas que comprovem esses efeitos em humanos.

Por isso, o meio científico não possui um consenso sobre a toxidade dessa fragrância. Uma pesquisa publicada na renomada revista Nature, por exemplo, buscou evidências de que o químico causaria alterações na regulação de hormônios, mas não encontrou provas desses efeitos. Mesmo assim, os resultados existentes fundamentaram sua classificação como substância tóxica para a reprodução pela União Europeia, que baniu o produto em 2022, entendendo que não era possível apontá-lo como “seguro“.

O Lyral, por sua vez, foi estudado desde o início dos anos 2000 como responsável por provocar dermatite alérgica de contato. Assim, desde 2003, recomendava-se uma redução nas concentrações de uso para prevenir reações alérgicas. O produto foi proibida pela UE em 2021, devido ao elevado número de alergias de contato relatadas.

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