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Ler matéria →O julgamento dos três policiais militares acusados de participar do assassinato do empresário e delator do PCC Antônio Vinícius Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Novais foi anulado nesta segunda-feira (22). A defesa abandonou o plenário do Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo, após desentendimento com o promotor do caso. O júri deve ser remarcado em nova data com sorteio de novos jurados.
Segundo o TJ, "houve abandono do plenário parte da defesa dos réus após desentendimento com o promotor, e, por isso, dissolução do conselho de sentença. O júri será redesignado para data oportuna. "
Leia no AINotícia: Julgamento de PMs no caso Gritzbach é anulado após briga entre promotor e defesa
Gritzbach foi morto com tiros de fuzil na área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em. O motorista, que não o conhecia, foi atingido por um disparo durante o ataque e morreu (leia mais abaixo). A discussão ocorreu durante a sessão entre os advogados dos réus e o promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes.
Segundo a defesa, o representante do Ministério Público relembrou que um dos advogados havia sido vítima de um suposto atentado em Sorocaba, episódio que, na avaliação dos defensores, não tem relação com o caso em julgamento. Fachada do Fórum de Guarulhos— Foto: Leonardo Zvarick/g1 Após a referência ao episódio, os advogados decidiram deixar o plenário.
Com a saída da defesa, o julgamento foi interrompido e acabou anulado. O júri popular havia começado na manhã desta segunda-feira e tinha previsão de durar cinco dias. Ao todo, 21 testemunhas seriam ouvidas. Leia também: Tiroteio em Botafogo: Operação Contenção mira Comando Vermelho no Morro Santa Marta
Na saída do fórum, após o cancelamento do júri, Simone Dionizia Fernandes, viúva do motorista de aplicativo Celso Novais, se aproximou do advogado de defesa Claudio Dalledone, que concedia entrevista à imprensa, e o acusou de ter provocado a anulação do julgamento. Em meio à comoção, ela afirmou que o filho está há dois anos sem o pai e classificou a saída da defesa do plenário como uma estratégia.
" Meu filho está há dois anos sem o pai em casa, e vocês cancelaram o julgamento. Isso não é justo.
Estou há dois anos lutando por Justiça", disse (veja abaixo). Simone afirmou ainda que a interrupção da sessão a fez reviver o trauma da morte do marido. "
Foi um show lá dentro, foi uma estratégia da defesa, eles são atores. Estou sentindo tudo de novo, tudo veio à tona quando o juiz falou. Só eu sei a luta sozinha em casa com três filhos.
Só eu sei o que estou passando", declarou. Tensão no julgamento A tensão começou antes, durante o depoimento de um perito criminal que trabalhou no caso. Mais de noticia
O advogado Renan Canto estava questionando a testemunha quando foi interrompido pelo promotor, que o acusou de não ter lido o processo. O advogado protestou, e o promotor rebateu dizendo que ele conversava com "bandido" e "matador de aluguel". Os outros advogados se levantaram para defender o colega, e em meios aos gritos de protesto, Antunes dizia "blá-blá-blá".
" O sujeito é folgado", disse o advogado Claudio Dalledone. "
Acredito que não vai ter júri com esse sujeito aqui", acrescentou o advogado, que também chamou o promotor de cínico e descortez. Renan Canto chegou a caminhar em direção à porta, ameaçando abandonar o plenário, caso o promotor não fosse repreendido. Após protestos dos defensores, o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, pediu que ele não transitasse próximo aos advogados quando eles estivessem questionando as testemunhas. Leia também: Caso Gritzbach ganha destaque após novo desdobramento em o julgamento dos três
" O Ministério Público faz um jogo de cena para que o júri não termine", afirmou Dalledone em coletiva de imprensa durante o intervalo do julgamento. "
O promotor quer dissolver o conselho", acrescentou. Antunes rebateu dizendo que foram os advogados que tentaram interromper a sessão. "
Quem disse que ia abandonar o plenário foi a defesa. Isso demonstra que eles pretendem não levar o julgamento adiante, qualquer incidente vão usar pra se vitimizar", disse a jornalistas. "
Essa banca conhecida de advogados, eles parecem leões na imprensa, mas aqui se mostraram gatinhos", provocou o promotor Júri popular A primeira testemunha do júri popular dos três policiais militares acusados de participar do assassinato do delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) Antônio Vinícius Gritzbach foi William Souza Santos, uma das vítimas do ataque ocorrido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O julgamento começou na segunda-feira (22) no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Ao todo, estão previstas 21 testemunhas. A previsão é a de que o julgamento dure cinco dias, com as sessões começando sempre às 10h. O Conselho de Sentença é formado por quatro homens e três mulheres.
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