Morte, suspensão de aulas e casas afetadas: os impactos do ciclone-bomba no Sul
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- Author, Gerardo Lissardy
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 6 min
Depois, o presidente da Argentina, Javier Milei, chamou Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de "ladrão e corrupto". Em resposta, o presidente brasileiro retirou o embaixador do Brasil de Buenos Aires.
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E, nesta semana, os Estados Unidos cancelaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, sob a alegação de que o governo Lula estaria demorando a aceitar o novo representante diplomático americano no país.
Talvez essa sequência de acontecimentos incomuns envolvendo três dos maiores países do continente em menos de duas semanas seja apenas uma coincidência.
Mas o fato é que as tensões entre Brasil, Estados Unidos e Argentina atingiram níveis extraordinários após uma série de atritos diplomáticos, críticas políticas e demonstrações de desconfiança. Leia também: O que é a 'fase lútea' – e por que algumas mulheres se sentem 'mais feias'
Segundo analistas, por trás desse cenário pode estar o interesse de dois presidentes de direita— o americano Donald Trump e o argentino Javier Milei— em ver o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro, derrotar o presidente Lula, de esquerda, nas eleições de outubro, permitindo que outro governo alinhado a eles assuma o poder no maior país da América do Sul.
"Não há evidência de que se trate de um ataque coordenado [contra Lula] por parte de Trump e Milei, mas isso não me surpreenderia", afirma Cynthia Arnson, professora adjunta de relações internacionais da Universidade Johns Hopkins, em Washington.
"Milei e Trump compartilham uma antipatia em relação a Lula e ficariam satisfeitos se Flávio Bolsonaro fosse eleito", disse Arnson à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.
Mas até que ponto tudo isso pode influenciar as eleições no Brasil?
'Cascas de banana'
A ideia de que os Estados Unidos estariam tentando interferir de forma indevida nas eleições brasileiras foi levantada pelo governo Lula e rejeitada pelo governo Trump. Mais de mundo
Em comunicado divulgado na terça-feira (4/8), a Presidência da República afirmou que os dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que tiveram o visto de entrada no Brasil negado em 24 de julho pretendiam "colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro".
Lula defendeu a decisão na quarta-feira (5/8).
"O Brasil não está apenas preparado, mas vai enfrentar qualquer pessoa de fora que queira interferir no nosso processo eleitoral", afirmou. Leia também: Primeiro a OpenAI, depois a Meta: por que robôs de IA continuam fazendo ataques

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O governo americano acrescentou que os dois funcionários que tiveram os vistos negados— um deles responsável por fortalecer os vínculos de Washington com a direita radical europeia— pretendiam se reunir com autoridades no Brasil para discutir a integridade eleitoral e as liberdades religiosa e de expressão.
Washington também afirmou que a decisão de cancelar o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, foi motivada pela demora do governo brasileiro em conceder o agrément ao novo embaixador indicado por Trump, Daniel Perez, deputado estadual republicano da Flórida.

'Um jogo muito complexo'


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