Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), falam com jornalistas antes de reunião em Kuala Lumpur. — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters
Desde que Donald Trump retornou à Casa Branca, seus encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram limitados, mas marcantes. Em pouco mais de um ano, eles se encontraram duas vezes: uma conversa breve nos bastidores da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, e outra reunião na Malásia, em outubro.
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Nesta quinta-feira (7), ao meio-dia, nos EUA, acontece o terceiro encontro.
As duas reuniões ao longo do último ano mostram como a relação entre Lula e os Estados Unidos foi sendo construída — mesmo em meio a alguns momentos de tensão — desde a volta de Trump ao poder. Leia também: Após rejeição de Messias em derrota história para o governo, ministros de Lula se reúnem com Alcolumbre
A 'química' entre Trump e Lula
Em um ano marcado por novas tarifas impostas por Trump ao Brasil e por declarações contra a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, uma boa relação entre o atual presidente brasileiro e o ocupante da Casa Branca poderia parecer improvável.
Ainda assim, em 23 de setembro do ano passado, na Assembleia Geral da ONU, a “química” aconteceu.
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Durante seu discurso, Trump disse que teve "uma química excelente" com o presidente brasileiro, "que pareceu um cara muito agradável". Mais de politica
"Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem", disse Trump. "Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos.
Em seguida, o republicano seguiu com os elogios.
"Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Quando eu não gosto, eu não gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química e isso é um bom sinal."
Apesar das palavras sobre Lula, na ocasião, Trump também criticou indiretamente processo e o Judiciário. Ele afirmou haver "censura, repressão, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos" no Brasil. Leia também: Lula e Trump se reúnem nesta quinta na Casa Branca
"O Brasil agora enfrenta tarifas pesadas em resposta aos seus esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades dos nossos cidadãos americanos e de outros, com censura, repressão, armamento, corrupção judicial e perseguição de críticos políticos nos Estados Unidos", disse Trump, antes de elogiar Lula.
A reunião 'impossível' na Malásia
Lula e Trump se encontram na Malásia. — Foto: Ricardo Stuckert/PR
Cerca de um mês depois do breve encontro na ONU, os dois Chefes de Estado tiveram uma reunião de 45 minutos, olho a olho — dessa vez, na Malásia.
Na conversa, foi discutido:
- Donald Trump
- Estados Unidos
- Luiz Inácio Lula da Silva
- ONU
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