
Crédito, Marcos González Díaz
- Author, Marcos González Díaz
- Role, Da Cidade do México para a BBC News Mundo
- Há 8 horas
- Tempo de leitura: 7 min
David Camacho provavelmente não irá gostar do título desta reportagem.
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Primeiramente, porque não se identifica com a descrição de "menino gênio", embora seu quociente de inteligência (QI) de 162 esteja muito acima dos 130 fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como mínimo para considerar uma pessoa com altas habilidades ou intelectualmente superdotado.
"Os gênios já estão no túmulo e, se foram gênios, é porque fizeram coisas geniais", explica ele, modestamente, à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.
Em segundo lugar, porque ele admite que não lhe agrada muito ser comparado com outras mentes brilhantes, como a dos físicos Stephen Hawking (1942-2018) ou Albert Einstein (1879-1955), que tinham QI estimado de 160. Leia também: As refinarias chinesas que 'driblam' sanções dos EUA e compram petróleo de Rússia, Venezuela e Irã
"Tenho 10 anos e estou apenas começando", prossegue ele. "Talvez eu seja um gênio quando tiver 70 anos, mas quando tiver feito coisas geniais na vida, certo?"
Mas existe, sim, um gênio que serve de inspiração para o menino. Ele chegou a adotar seu sobrenome nas redes sociais, onde é conhecido como "David da Vinci".
"Minha professora do jardim da infância me ensinava muito sobre Leonardo da Vinci [1452-1519] e como ele era polímata: alguém que combina as ciências, tecnologia, engenharia, matemática, artes, ciências humanas... de tudo um pouco", recorda ele.
"Fiquei impressionado com a sua história, até que disse: 'Quero ser como ele', para fazer grandes coisas."

Crédito, Gentileza Mais de mundo
Da Nasa para o seu próprio livro
Eloquente, sempre sorrindo e com um discurso articulado e surpreendente para sua pouca idade, este menino de Querétaro, na região central do México, conta casualmente que oferece conferências em universidades e para organismos internacionais. E está a ponto de publicar um livro.
David Camacho também teve a "grandiosa oportunidade" de ser selecionado para visitar a sede da Nasa em Houston, no Estado americano do Texas. Ele participou de um programa de treinamento espacial, pilotou um voo simulado e vivenciou a gravidade zero.
Seu futuro poderá levá-lo em direção à Nasa, mas ele não quer fechar nenhuma porta. Leia também: As idas e vindas de Lula e Trump: tarifaço, 'química excelente' e Ramagem
"Gostaria de fazer a primeira cirurgia no espaço", ele conta. "Criar a próxima SpaceX, ser o próximo Elon Musk, algo assim. Combinando tudo com os negócios, com as ciências humanas... tenho toda a vida pela frente!"

Crédito, NASA
Atualmente, David Camacho estuda em uma escola internacional online, que o certificará para poder entrar na universidade. Ele fala espanhol, inglês, francês e alemão e começou a estudar russo, português e italiano.
Ele garante que é "um orgulho" ter um quociente de inteligência tão alto e o que ele mais aprecia em ser uma criança com altas habilidades é poder entender tudo rápido e aprender de forma acelerada.
"Não são muitas as pessoas que nascem assim, de forma que eu gostaria de usar isso em favor das crianças e do bem-estar da humanidade, deixar a minha marca", afirma ele.
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