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Datafolha ganha destaque após novo desdobramento em o presidente luiz inácio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno na disputa pela reeleição, ante 43% do senador Flávio Bolsonaro

Datafolha ganha destaque após novo desdobramento em o presidente luiz inácio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno na disputa pela reeleição, ante 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem. Os brancos e nulos são 9% e os que não sabem, 1%. No levantamento anterior, o petista tinha 47% e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) somava 43%.

Em cenário que mostra estabilidade, a oscilação se deu dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O Datafolha entrevistou 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, entre quarta e quinta-feira. O nível de confiança do levantamento é de 95%.

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A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01166/2026. No levantamento sobre o primeiro turno, Lula registra 40%, enquanto Flávio tem 32%. Na sequência aparecem Caiado, com 4%, e Zema e Renan Santos (Missão), com 3%.

Augusto Cury (Avante) soma 2%. Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Cabo Daciolo (Mobiliza) registram 1% cada. Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram.

Brancos e nulos são 8% e os indecisos são 3%. Na pesquisa anterior, Lula somava 41%, ante 31% de Flávio. Caiado e Renan Santos somavam 3% cada. Leia também: Déficit Primário Previsto para 2026 Reduz para R$ 52 Bilhões com Ajustes

Aécio Neves (PSDB), que não concorrerá, Augusto Cury, Zema e Samara Martins tinham 2% e Cabo Daciolo e Rui Costa Pimenta apareciam com 1%. O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC), que desistiu de concorrer, também tinha 1%. O cenário de primeiro turno da pesquisa divulgada ontem não é comparável à rodada anterior porque a lista de candidatos sofreu alterações.

Esse é o primeiro levantamento divulgado pelo instituto após o início das convenções partidárias, período em que os partidos oficializam candidatos e chapas que disputarão o pleito. A pesquisa também é a primeira após o início do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O debate sobre a implementação das tarifas virou pauta eleitoral.

Flávio chegou, em carta, a pedir o adiamento para depois da eleição. Depois, em audiência, mudou a versão e disse defender o cancelamento. Após a confirmação do tarifaço, o senador culpou o governo Lula, enquanto o Executivo afirmou que a data da entrada em vigor das novas taxas "passaria para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável".

A gestão tem apostado no discurso de soberania nacional. O senador viu, nas últimas semanas, um acúmulo de crises, em sequência do impacto da revelação de diálogos dele com Daniel Vorcado, ex-dono do Banco Master. Em maio deste ano, o site Intercept Brasil divulgou mensagens entre Flávio e o banqueiro.

Entre o conteúdo, está um áudio em que o senador pede dinheiro para o empresário financiar o filme produzido sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio teria negociado o valor de R$ 134 milhões para o longa, intitulado “Dark Horse”. O caso mais recente veio após uma reportagem do portal Metrópoles nessa quarta-feira, 22. Mais de noticia

O veículo informou que o escritório de Flávio, do qual ele é o único sócio, teria emitido R$ 1,5 milhão em notas fiscais para empresas ligadas à estrutura empresarial associada a Vorcaro. Segundo a reportagem, Flávio teria emitido duas notas fiscais de R$ 500 mil para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. em, posteriormente canceladas, e uma terceira nota de R$ 500 mil para a Contábil Correa, sem registro de cancelamento. O pré-candidato à presidência da República, porém, negou ter recebido recursos da Copenhagen.

Flávio também afirmou que as notas canceladas “não movimentaram nada” e que não há qualquer irregularidade em sua atuação. “As notas fiscais foram canceladas do meu escritório, portanto não movimentou nada, não tem prestação de serviço, não tem absolutamente nada de errado”, disse. O filme virou alvo de inquérito da Polícia Federal. Leia também: Datafolha 2º turno ganha destaque após novo desdobramento em presidente lula

Nesta quinta-feira, 23, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a movimentação. Mendonça autorizou a instauração da investigação a pedido da PF e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, entendeu ter elementos para a abertura da investigação.

Em outra frente, a PF já havia instaurado um inquérito para apurar se houve direcionamento de emendas parlamentares para entidades ligadas à produção do filme. Este processo está sob a relatoria do ministro Flávio Dino no Supremo. O senador viu ainda aliados deixarem o barco.

A federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas decidiu pela neutralidade e não apoiará formalmente Flávio na disputa pela Presidência da República. O apoio da federação era desejado pelo senador que, nesta semana, disse esperar contar "muito em breve" com o apoio formal dos dois partidos. De acordo com o jornal

O Globo, a decisão do Progressistas já teria sido comunicada a Flávio por Ciro Nogueira, presidente nacional do PP. Ainda segundo o veículo, Nogueira teria se irritado com o afastamento de Flávio durante os desdobramentos das investigações envolvendo justamente o Banco Master. Enquanto aliados foram, o senador tentou remediar a crise com a madrastra, Michelle Bolsonaro (PL).

Flávio voltou a pedir desculpas e fez um apelo para união da direita. A ex-primeira-dama gravou vídeo em retorno e sinalizou entrada na campanha do enteado.

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