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Danny Glover, de ‘Máquina Mortífera’, revela que está com Alzheimer: entenda

Danny Glover, de ‘Máquina Mortífera’, revela que está com Alzheimer: entenda Ator norte-americano falou pela primeira vez sobre o diagnóstico e o impacto da doença em

Danny Glover, de ‘Máquina Mortífera’, revela que está com Alzheimer: entenda

Danny Glover, de ‘Máquina Mortífera’, revela que está com Alzheimer: entenda Ator norte-americano falou pela primeira vez sobre o diagnóstico e o impacto da doença em sua vida Aos 79 anos, o ator e diretor Danny Glover, famoso por protagonizar obras como “Máquina Mortífera” e “ A cor Púrpura”, revelou que convive com o diagnóstico de Alzheimer desde 2023.

O artista falou sobre a doença pela primeira vez para a revista norte-americana People. Na entrevista, Glover e a família revelaram que os sinais da doença começaram a ser percebidos em 2022, ano em que ele recebeu o Prêmio Humanitário Jean Hersholt do Oscar por sua dedicação ao trabalho beneficente e ao ativismo. Mandisa, a filha única do ator, contou que, no passado, o pai costumava lembrar com clareza de tudo, contando com detalhes histórias que viveu nos anos 1970.

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Mas, de repente, isso mudou. “Ele contava tantas histórias sobre os pais dele— e eu já ouvi essas histórias inúmeras vezes— e sempre faltavam partes da história. Eu me perguntava: ‘

O que será que está acontecendo? ‘”. Foi aí que a família decidiu buscar aconselhamento médico.

Glover também falou sobre o processo e como lidou com o diagnóstico, que recebeu no ano seguinte. “Ainda não consigo assimilar tudo“, disse ele. Mas ressalta:”Há momentos que você continua lembrando e que comprovam que você consegue se lembrar das coisas. Leia também: “Descobri na pele o valor do saneamento básico e do SUS”

E há momentos que jamais esquecerei. ” Segundo a People, durante a entrevista, Glover alternava entre pensamentos inacabados e divagações pessoais poéticas. Ainda assim, conseguiu deixar claro como tem encarado a doença, enquanto segue realizando tratamentos intensivos.

“Não sinto que seja o fim da minha vida“, diz ele. “Ainda há trabalho a fazer. “ “

Aceitar o diagnóstico recebido em 2023 é, de certa forma, reconhecer que está acontecendo com você e, ao mesmo tempo, que milhões de pessoas sofrem com isso”, comentou à revista. O que é o Alzheimer O Alzheimer pode ser definido como um mal que acomete o cérebro e que está por trás de 60% a 80% dos casos de demência, segundo a Associação de Alzheimer, nos Estados Unidos.

“ Demência é um termo usado para se referir à perda de memória e a outras capacidades cognitivas que podem impactar de forma significativa o dia a dia de uma pessoa”, definiu Luiz Andre Magno, diretor médico sênior da Lilly Brasil, para a VEJA SAÚDE. Trata-se de um problema progressivo e incurável, que acomete principalmente pessoas com 65 anos ou mais.

Os tratamentos atualmente disponíveis visam apenas desacelerar a evolução natural da doença. Além disso, a causa do Alzheimer também é desconhecida, embora acredite-se que ele seja geneticamente determinado. A doença se instala quando o processamento de determinadas proteínas do sistema nervoso central para de funcionar corretamente. Mais de saude

A partir daí, começam a se acumular fragmentos de proteínas que, entre outras coisas, formam placas tóxicas dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. Como consequência, ocorre a perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, responsável pela linguagem e o raciocínio, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato. Quais os primeiros sinais de Alzheimer?

O primeiro sintoma, e o mais característico, é a perda de memória recente. No entanto, com a progressão, vão aparecendo sinais mais graves. Alguns importantes são:- Falta de palavras: dificuldade frequente para encontrar os termos que descrevem um objeto ou uma situação.

- GPS quebrado: falta de orientação pelo espaço. O sujeito não vai mais de um lugar a outro sem se perder.- Apatia: queda na motivação e no interesse pela profissão e pela família. Leia também: Anatomia do Caos ganha destaque após novo desdobramento em anatomia do caos

Lembra uma depressão. Por fim, embora raramente seja a causa direta de óbito, o Alzheimer pode desencadear uma cascata de complicações potencialmente fatais. Por exemplo, com o tempo, o comprometimento do cérebro pode afetar funções indispensáveis para a sobrevivência, favorecendo problemas como dificuldade para se alimentar e engolir (disfagia), pneumonia por aspiração, infecções, imobilidade e a perda gradual do controle de funções básicas do organismo.

Ele é classificado em estágios, sendo eles:- Pré-clínico (dura até 20 anos): os esquecimentos são bem ocasionais e não chegam a atrapalhar a rotina ou o trabalho de maneira perceptível.- Declínio cognitivo leve (dura até 20 anos): parentes e amigos começam a notar os “brancos”, mas é possível executar todas as atividades.

- Comprometimento cognitivo leve (de 1 a 3 anos): os sintomas já estão mais claros e causam certa ansiedade. O sujeito segue com a vida normal.

- Demência leve a moderada (de 2 a 3 anos): o diagnóstico tende a ser feito nessa etapa. Surgem episódios de reclusão e agressividade.

- Demência moderada (de 1 a 2 anos): a confusão se acentua e não há mais condição de acompanhar as finanças ou dirigir.-

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