As autoridades das Maldivas confirmaram nesta segunda-feira (18) a localização dos corpos de quatro mergulhadores italianos que estavam desaparecidos desde um grave acidente ocorrido na semana passada, elevando para cinco o número total de vítimas da tragédia. O incidente, considerado o pior acidente de mergulho já registrado no arquipélago, ocorreu durante a exploração de perigosas cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu, região que excede o limite de segurança para mergulho recreativo de 30 metros. A complexa operação de busca e resgate, marcada por condições climáticas e marítimas adversas, resultou também na morte de um sargento-mor da equipe de resgate local no último sábado (16).
Resgate em Condições Adversas
Desde a última quinta-feira (14), quando os cinco mergulhadores italianos foram dados como mortos, uma extensa operação de busca foi lançada, mas enfrentou severos desafios. Um dos corpos foi recuperado na sexta-feira (15), segundo o G1. No entanto, o mau tempo e a complexidade do terreno submarino, que inclui cavernas de difícil acesso e correntes fortes, dificultaram o progresso. A operação, classificada como de "alto risco", teve um momento de interrupção após a morte do sargento-mor Mohamed Mahudhee no sábado (16), devido à descompressão durante os trabalhos de busca. Leia também: Brasileira é investigada Brasil e EUA
Para intensificar os esforços e superar as adversidades, a equipe local recebeu o reforço de três mergulhadores finlandeses especializados em exploração de cavernas submarinas, conforme noticiado pelo G1. O porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, havia destacado na sexta-feira a profundidade e a periculosidade das cavernas, afirmando que sequer mergulhadores com os melhores equipamentos se aventuram a entrar. A confirmação do resgate dos quatro corpos restantes encerra dias de apreensão.
Tragédia Submarina no Atol de Vaavu
O acidente fatal ocorreu próximo à ilha de Alimatha, no Atol de Vaavu, uma localidade no Oceano Índico, a cerca de 65 quilômetros da capital Malé, conhecida por sua rica vida marinha. Apesar da beleza, a área também é célebre por suas formações geológicas complexas, como túneis naturais, paredões e canais estreitos, tornando-a um local hostil até para mergulhadores experientes. Os mergulhadores italianos teriam se aventurado a 50 metros de profundidade, ultrapassando significativamente a recomendação de 30 metros para mergulho recreativo, conforme informações do governo italiano e G1. Mais de noticia
As vítimas foram identificadas como Muriel Oddenino, Giorgia Sommacal e Monica Montefalcone, conforme legendas em imagens divulgadas pelo G1, ligadas a perfis em redes sociais e instituições de ensino. Este trágico evento se consolidou como o pior acidente de mergulho na história das Maldivas, um destino popular que, anualmente, registra diversos incidentes marítimos. A polícia local informou que 112 turistas morreram em acidentes marítimos no arquipélago nos últimos seis anos, evidenciando os riscos associados às atividades aquáticas na região. Leia também: Henry Schein ganha destaque após novo desdobramento em a trajetória recente das
O que se sabe até agora:
- Os corpos dos quatro mergulhadores italianos desaparecidos foram localizados nesta segunda-feira (18) no Atol de Vaavu, Maldivas.
- Um quinto corpo, também de mergulhador italiano, havia sido recuperado na sexta-feira (15), totalizando cinco vítimas fatais.
- O sargento-mor Mohamed Mahudhee, da equipe de resgate, morreu no sábado (16) devido à descompressão durante as buscas.
- O acidente ocorreu em cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade, excedendo o limite recreativo de 30 metros.
- A operação de resgate foi classificada como de "alto risco" e contou com o reforço de mergulhadores finlandeses.
- Este é considerado o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas.
A tragédia serve como um alerta para os perigos inerentes à exploração submarina em locais de risco, mesmo para mergulhadores experientes, e destaca a necessidade de aderir estritamente aos limites de segurança. As Maldivas, com sua beleza natural inquestionável, continuam a ser um destino cobiçado, mas que exige extremo respeito e cautela de seus visitantes amantes do mergulho.
