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'Copa não é convite para explorar nossos moradores': o que procuradora de NY

'Copa não é convite para explorar nossos moradores': o que procuradora de NY alega para pedir investigação sobre preço de ingressos da Fifa Crédito, Getty Images Legenda

'Copa não é convite para explorar nossos moradores': o que procuradora de NY
'Copa não é convite para explorar nossos moradores': o que procuradora de NY alega para pedir investigação sobre preço de ingressos da Fifa
Troféu da Copa do Mundo FIFA 2026 em exibição durante a turnê oficial por cidade-sede

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Os procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey estão em desacordo com a Fifa sobre preços de ingressos e custos de transporte.
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    • Author, Dale Johnson
    • Role, Da BBC Sport
  • Published Há 4 horas
  • Tempo de leitura: 4 min

A Fifa precisará responder a questionamentos de autoridades americanas após ser acusada de "inflar artificialmente os preços" e de "enganar os torcedores" na venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2026, que começa no próximo mês.

Leia no AINotícia: Australianas ligadas ao Estado Islâmico retornam ao país; polêmica e protestos marcam chegada

Procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey iniciaram oficialmente uma investigação sobre as práticas da Fifa.

A procuradora-geral de Nova Jersey, Jennifer Davenport, classificou o processo de compra de ingressos como um "monte de confusão, escassez artificial e preços extremamente elevados".

Ela acrescentou que haverá uma "investigação minuciosa sobre a conduta da Fifa" e que a entidade máxima do futebol mundial será intimada a fornecer informações. No sistema jurídico americano, uma intimação obriga uma parte a liberar documentos ou informações internas específicas. Leia também: O irmão de 1º líder da Ku Klux Klan que foi um dos últimos traficantes de

Davenport fez o anúncio conjunto ao lado da procuradora-geral de Nova York, Letitia James, e do Departamento de Proteção ao Consumidor e ao Trabalhador da Cidade de Nova York (DCWP, na sigla em inglês).

O comissário do DCWP, Samuel AA Levine, disse que o órgão levará "muito a sério as alegações de conduta flagrantemente enganosa" e investigará acusações de "inflação artificial dos preços".

Torcedores relataram ter sido "enganados" sobre a localização dos assentos com a criação de categorias de ingressos 'front' mais caros, lançados após a venda inicial. Também se alega que a precificação variável ao longo de várias fases permitiu à Fifa aumentar os preços de cerca de 90 das 104 partidas, com aumento médio de 34%.

A investigação analisará como o cronograma de venda de ingressos e declarações públicas podem ter impactado os preços.

A Fifa se recusou a comentar. Mais de mundo

'Não é um convite para explorar moradores e visitantes'

A Fifa tem frequentemente destacado a demanda por ingressos, com o presidente da entidade, Gianni Infantino, defendendo o custo ao dizer que eles refletem o apetite "totalmente louco" do público pelo torneio de verão. Leia também: Australianas ligadas ao Estado Islâmico retornam ao país; polêmica e protestos marcam chegada

Mas, até quarta-feira, havia ingressos disponíveis para 86 das 104 partidas e para todas, exceto 10, da fase de grupos.

Os procuradores-gerais destacaram, em particular, o custo dos ingressos para oito partidas, incluindo a final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

"Ser honesto sobre a venda de ingressos não é complicado", disse Davenport. "É uma honra sediar a Copa do Mundo, mas o evento não é um convite para explorar nossos moradores e visitantes."

James afirmou que os residentes locais "merecem uma chance justa de adquirir ingressos acessíveis".

Levine disse que os torcedores devem esperar "transparência e justiça" ao comprar ingressos para a Copa do Mundo.

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