← Saúde
Saúde

Copa do Mundo ganha destaque após novo desdobramento em copa do mundo: calor

Copa do Mundo: calor extremo oferece riscos à saúde de jogadores e pode afetar desempenho Segundo relatório, níveis de segurança da temperatura serão ultrapassados em

Copa do Mundo ganha destaque após novo desdobramento em copa do mundo: calor

Copa do Mundo: calor extremo oferece riscos à saúde de jogadores e pode afetar desempenho Segundo relatório, níveis de segurança da temperatura serão ultrapassados em pelo menos 26 partidas deste ano; saiba os riscos para jogadores e torcida

O calor e a umidade, impulsionados pelas mudanças climáticas, poderão ameaçar a saúde de jogadores e torcedores na Copa do Mundo Fifa de 2026. É o que aponta um relatório do Weather World Attribution (WWA), projeto internacional de pesquisas sobre clima. O sinal de alerta está aceso porque a próxima edição da disputa mundial acontece entre os dias 11 de junho e 19 de julho, ou seja, em pleno verão nos países que irão sediar o evento– Canadá, Estados Unidos e México.

Leia no AINotícia: Panorama da Saúde: Vírus, Calor e Decisões da Anvisa em Destaque

Segundo a entidade de pesquisas, as previsões apontam que, nas duas últimas nações, alguns jogos poderão ser praticamente testes de resistência ao calor. “ Em algumas sedes, os índices que combinam temperatura, umidade, radiação solar e vento poderão atingir níveis considerados de risco para atividades físicas prolongadas”, alerta Ligia Trevizan, cardiologista do Hospital M’Boi Mirim, gerido pelo Einstein Hospital Israelita.

“Isso não significa que haverá, necessariamente, um grande número de emergências médicas, mas reforça a importância das estratégias de prevenção”, pondera. + Qual o cenário dos jogos e por que ele é perigoso?

De acordo com o WWA, os jogos no sul e no interior dos EUA e do México estarão sujeitos a temperaturas que, com frequência, podem se aproximar ou mesmo ultrapassar os 30 °C. Para quem vem de climas tropicais, como o do Brasil, o número pode parecer razoável, mas o dado que realmente tem preocupado os especialistas é outro: o Índice de Bulbo Úmido e Temperatura de Globo (IBUTG). Leia também: Nem tudo o que você ouve sobre proteína é verdade, segundo novo estudo

Essa medida captura o estresse térmico real imposto ao corpo humano, levando em conta também a relação entre umidade, radiação solar e vento. Pense assim: 30°C num dia seco e ventilado é bem diferente de 30°C com 80% de umidade e sol a pino. Para o corpo, a segunda situação é infinitamente mais pesada.

A WWA acredita que, na Copa deste ano, 26 jogos irão ocorrer a, pelo menos, 26°C de temperatura de bulbo úmido. Para ter ideia, as diretrizes da Federação Internacional de Profissionais de Futebol (Fifpro, na sigla em inglês) consideram que temperaturas de bulbo úmido acima de 26°C ou mais oferecem um risco real de estresse térmico. Nessas condições, a entidade recomenda que as partidas incluam pausas para resfriamento.

Já acima de 28 °C, a federação considera inseguro jogar. Na previsão da WWA, cinco jogos deverão correr dentro do limite de 28ºC. Em contraste, os regulamentos da Fifa para a Copa só preveem o adiamento de jogos em temperaturas de bulbo úmido superiores a 32 °C, o que preocupa alguns especialistas.

Por sorte, para este ano, a WWA considera que as chances de condições climáticas mais severas, como níveis de IBUTG acima 30°C, são baixas. Ainda assim, a probabilidade é quase o dobro da apresentada em 1994, última vez em que o torneio foi realizado nos EUA, o que chama a atenção para o impacto das mudanças climáticas ao longo dos anos. Calor pode afetar desempenho dos atletas?

As altas temperaturas podem causar diversos problemas. Em primeiro lugar nessa lista está a redução no desempenho dos atletas. Para entender isso melhor, vale uma rápida viagem pela fisiologia. Mais de saude

Em resumo, diante do calor extremo, o jogador pode apresentar fadiga precoce, sensação de esforço desproporcional, câimbras musculares e dificuldade para manter a intensidade da atividade física. Uma das principais culpadas por isso é a desidratação. Quando a temperatura sobe, o organismo aciona seu principal sistema de resfriamento: o suor.

À medida que o atleta transpira, o seu corpo também perde líquido. Com isso, vem a desidratação e, com ela, o sistema nervoso central diminui os estímulos musculares. “

Além disso, a circulação sanguínea se concentra mais na pele, para resfriar o corpo, o que diminui a oferta de oxigênio para os músculos”, detalha o médico do esporte Páblius Braga, do Hospital Nove de Julho, da Rede Américas. Dessa forma, mesmo o camisa 10 do time tende a se cansar mais rapidamente, diz o médico. E quais os riscos para a saúde? Leia também: Flávio Bolsonaro ganha destaque após novo desdobramento em eua e novo tarifaço

Os principais são hipertermia, aumento da temperatura central do corpo que leva à fadiga e exaustão, a desidratação, gerada pela perda intensa de líquidos pelo corpo, e a diminuição da pressão arterial. Esse mix de problemas, causados pelo calor, impõe uma carga adicional ao sistema cardiovascular, podendo causar arritmias. É aí que, além da redução no desempenho, vêm os riscos à saúde que podem, inclusive, ser fatais.

“ Durante o exercício, o coração já trabalha mais para fornecer oxigênio e nutrientes aos músculos. Quando a temperatura ambiente está elevada, surge uma segunda demanda: aumentar o fluxo sanguíneo para a pele para facilitar a dissipação de calor”, destaca Trevizan.

Com isso, o órgão precisa atender simultaneamente aos músculos em atividade e aos mecanismos de resfriamento do organismo. Para completar, a perda de líquidos pelo suor reduz o volume de sangue circulante. Como consequência, o coração precisa bater mais rápido para manter a circulação.

Além disso, junto com o suor, vão embora eletrólitos como potássio, magnésio e sódio, minerais essenciais para o funcionamento do músculo cardíaco. À medida que a temperatura corporal sobe e a desidratação se agrava, podem surgir tontura, náuseas, dor de cabeça e sensação de desmaio, explica Trevizan. Nos casos mais graves, ocorre a exaustão pelo calor, caracterizada por incapacidade de manter o exercício, fraqueza intensa e comprometimento do estado geral.

Se o processo evoluir ainda mais, também pode surgir a insolação, uma emergência médica marcada por temperatura corporal muito elevada, alterações neurológicas e risco de falência de múltiplos órgãos. Por que algumas seleções sofrem mais? Você já deve ter notado que não é todo time que sofre igual com o calor.

Nem tudo o que você ouve sobre proteína é verdade, segundo novo estudo
Saude

Nem tudo o que você ouve sobre proteína é verdade, segundo novo estudo

Ler matéria →

Leia também