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Ler matéria →O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) acionou formalmente a Organização das Nações Unidas e a Fifa para denunciar episódios de racismo, discriminação racial e discurso de ódio durante a Copa do Mundo de 2026. A iniciativa cobra medidas de prevenção, investigação, responsabilização dos autores e reparação às vítimas. A representação cita dados do sistema de monitoramento da Fifa, que analisou mais de seis milhões de publicações durante a fase de grupos.
Cerca de 89 mil mensagens foram classificadas como abusivas, volume 13 vezes superior ao registrado no mesmo período da Copa do Catar. Segundo a entidade, 11% dos conteúdos tinham motivação racial. O documento foi encaminhado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, à Relatoria Especial sobre Formas Contemporâneas de Racismo, ao Grupo de Trabalho sobre Empresas e Direitos Humanos e ao canal de denúncias da Fifa.
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O conselho pretende provocar uma resposta coordenada dos organismos internacionais. ARGENTINA FANS RACIALLY
ABUSE POPULAR STREAM ISHOWSPEED DURING THE WORLD CUP Leia também: Cinco autores que você precisa conhecer: o detalhe que mais repercutiu
Racism involving Argentina supporters have once again overshadowed football.
Videos circulating on social media appear to show some Argentina fans making monkey gestures toward streamer IShowSpeed… pic.twitter.com/aXGC6ARliF— Sovereign Media (@sov_media) July 8, 2026
O CNDH sustenta que os três países-sede, Estados Unidos, Canadá e México, têm obrigações previstas em tratados internacionais para prevenir e investigar manifestações de ódio ocorridas em seus territórios. A representação também pede que a conduta da Fifa seja avaliada com base nos Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos. Entre os episódios mencionados estão ataques contra jogadores, manifestações feitas por autoridades públicas e conteúdos discriminatórios divulgados nas plataformas digitais.
A Copa já registrou ao menos sete casos ou acusações de racismo, e o atacante francês Kylian Mbappé tornou-se o principal alvo das agressões. A presidente do CNDH, Ivana Leal, afirmou que os dados exigem medidas efetivas de proteção às vítimas. O relator Carlos Nicodemos declarou que os episódios ultrapassam o ambiente esportivo e demandam a atuação conjunta dos países, da ONU, da Fifa e das empresas responsáveis pelas redes sociais.
Relembre casos de racismo durante a Copa de 2026 Entre os episódios associados à Copa está o relato da repórter Karine Alves, da TV Globo, que afirmou ter sofrido racismo ao desembarcar nos Estados Unidos para cobrir o torneio. Segundo a jornalista, agentes da imigração exigiram de forma ríspida que ela levantasse o cabelo durante a fiscalização. Mais de entretenimento
GRAVE! Repórter da TV Globo enviada para cobrir a Copa do Mundo quebra o protocolo, denuncia o tratamento dos EUA a estrangeiros e revela ao vivo que foi vítima de racismo ainda no aeroporto. pic.twitter.com/3adJNNQnu0— Renata Souza (@renatasouzario) June 10, 2026
O influenciador estadunidense IShowSpeed também foi alvo de ataques de torcedores argentinos durante a partida contra Cabo Verde, em Miami. Vídeos mostram um homem mandando que ele voltasse para casa e uma mulher dizendo que o streamer negro deveria “chorar no zoológico”. A Fifa abriu uma investigação sobre o caso. Leia também: Morre aos 98 anos Luiz Carlos: o detalhe que mais repercutiu
ABSURDO! Influencer Speed é alvo de racismo por argentinos na Copa do Mundo com gestos de “macaco”. pic.twitter.com/GLsTfukOnT— QG do POP (@QGdoPOP)
July 7, 2026 Outro episódio envolveu Kylian Mbappé, alvo de declarações racistas da senadora paraguaia Celeste Amarilla após a vitória da França sobre o Paraguai. A parlamentar recorreu a estereótipos racistas para atacar o jogador, que a classificou como indigna do cargo.
O governo paraguaio repudiou as declarações, e a Federação Francesa de Futebol anunciou uma denúncia às autoridades. “Eu não tenho que pedir desculpas a Mbappé por dizer que ele chupava cocos em vez de leite materno e só conhecia chimpanzés. Eu venho de uma sociedade onde se batia em gays e chamar alguém de ‘negro de merda’ era a coisa mais comum.
” Foi assim que Celeste Amarilla, senadora… pic.twitter.com/LmYAIZBDRF— Beta Bastos (@roberta_bastoss) July 8, 2026

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