Roberto Cidade assume Governo do AM em eleição indireta
Ler matéria →Odilon Beserra, de 46 anos, foi condenado a 20 anos e três meses de prisão pela morte e ocultação do cadáver de Adriana Sousa Bequimãn, de 39 anos. A decisão do Tribunal do Júri, realizada em Gurupi (TO) nesta segunda-feira (4), diz respeito a um crime que aconteceu em, na cidade de Dueré, região sul do estado, após a vítima e o condenado se conhecerem em uma festa.
A Sentença e as Qualificadoras do Crime
De acordo com a sentença proferida pelo juiz Jossaner Nery Nogueira Luna, Odilon Beserra cumprirá sua pena em regime fechado. Além da condenação, o magistrado fixou uma indenização de R$ 100 mil a ser paga aos herdeiros de Adriana Bequimãn e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, mantendo sua prisão preventiva, conforme informações do G1. A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), responsável pela defesa, optou por não comentar a decisão. Leia também: Zohran Mamdani, prefeito de Nova York
Durante a sessão, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi qualificado como feminicídio, visto que ocorreu com menosprezo à condição de mulher da vítima. Os jurados também consideraram que o assassinato foi motivado por um desentendimento relacionado à recusa sexual por parte de Adriana, e que a vítima não teve chance de defesa devido à diferença de porte físico entre ela e o réu.
Relembrando o Caso Brutal
O desaparecimento de Adriana Sousa Bequimãn foi registrado na madrugada de, após ela ser vista conversando com Odilon em uma seresta em Dueré. Segundo relatos de testemunhas à Polícia Militar na época, os dois saíram juntos do local no carro do então suspeito. Dias depois, o corpo de Adriana foi encontrado por populares em um matagal às margens da rodovia TO-070, sem documentos de identificação.
O laudo pericial detalhou a brutalidade da ação, revelando sinais de arrastamento e vegetação amassada desde um barranco até a árvore onde Adriana foi localizada. O réu teria utilizado uma corda para arrastar a vítima e, em seguida, a amarrou pelo pescoço a um galho. No momento em que foi encontrada, a mulher estava parcialmente nua e com a blusa rasgada. Mais de noticia
O Impacto na Família da Vítima
O juiz ressaltou a “extrema brutalidade” da conduta de Odilon e as consequências trágicas para a família de Adriana. A vítima deixou uma filha com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que dependia dos cuidados constantes da mãe. O depoimento da filha mais velha confirmou uma piora significativa no quadro clínico da irmã após o crime, fator considerado pelo magistrado como uma consequência negativa relevante na dosimetria da pena. Leia também: Mato Grosso do Sul Alerta Pecuária para Risco de Morte de Bois
O que se sabe até agora
- Odilon Beserra, de 46 anos, foi condenado a 20 anos e três meses de prisão em regime fechado.
- A condenação é por feminicídio e ocultação do cadáver de Adriana Sousa Bequimãn, de 39 anos.
- O crime ocorreu em, em Dueré (TO), após os dois se conhecerem em uma festa.
- A Justiça fixou uma indenização de R$ 100 mil a ser paga aos herdeiros da vítima.
- O réu teve o direito de recorrer em liberdade negado pelo juiz.
- A motivação incluiu desentendimento por recusa sexual e menosprezo à condição de mulher.
A condenação de Odilon Beserra reforça a importância da atuação judicial no combate à violência de gênero e na busca por justiça para as vítimas e suas famílias. Casos como o de Adriana Bequimãn evidenciam a necessidade contínua de políticas públicas eficazes e de conscientização social para erradicar o feminicídio no Brasil.





