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Como zonas proibidas de Chernobyl e entre as Coreias se tornaram paraíso da vida selvagem

Como zonas proibidas de Chernobyl e entre as Coreias se tornaram paraíso da vida selvagem Crédito, Vasily Fedosenko/Reuters Article Information Author, Daisy Stephens

Como zonas proibidas de Chernobyl e entre as Coreias se tornaram paraíso da vida selvagem
Como zonas proibidas de Chernobyl e entre as Coreias se tornaram paraíso da vida selvagem
Primeiro plano de um lobo olhando fixamente para a câmera, com as ruínas de uma casa de madeira ao fundo.

Crédito, Vasily Fedosenko/Reuters

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    • Author, Daisy Stephens
    • Role, BBC World Service
  • Há 52 minutos
  • Tempo de leitura: 5 min

A floresta amazônica, a Grande Barreira de Corais e parques nacionais como Yellowstone e Yosemite vêm à mente quando se pensa em santuários para a vida selvagem.

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É improvável que você pense imediatamente na zona de exclusão de Chernobyl ou na zona desmilitarizada (DMZ) entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.

Mas é exatamente isso que elas se tornaram. Em áreas onde os humanos não têm permissão para viver, a vida selvagem está prosperando.

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Mais de 70 anos sem humanos

A livre circulação entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul tornou-se impossível em 1953, após a criação da Zona Desmilitarizada (DMZ), com 248 km de comprimento e 4 km de largura, que atravessa a Península Coreana.

As atividades na DMZ são muito limitadas e a área está repleta de minas terrestres.

Mas isso não desanima os animais e as plantas.

Uma cabra montesa jovem em pé ao lado de uma rocha com arbustos verdes por perto.

Crédito, Google Arts & Culture/National Institute of Ecology

Legenda da foto, Sabe-se que cabras-monteses vivem na Zona Desmilitarizada

O Instituto Nacional de Ecologia da Coreia do Sul afirma que 6.168 espécies de animais selvagens vivem na DMZ, incluindo 38% das espécies ameaçadas de extinção da península. Mais de mundo

A área também abriga muitas plantas endêmicas da Coreia, ou seja, que não são encontradas em nenhum outro lugar da Terra.

Uma grande ave marrom em formações rochosas claras.

Crédito, Google Arts & Culture/National Institute of Ecology

Seung-ho Lee, presidente do Fórum da DMZ, uma organização que defende a conservação na zona, disse que a natureza foi "protegida acidentalmente pelo armistício". Leia também: Trump diz que não estava preocupado durante ataque em jantar

"A natureza recuperou o que lhe pertencia. Muitos animais e espécies de aves, em especial, têm mais acesso à área, enquanto a maior parte da atividade humana desapareceu", disse ele.

Um exuberante prado verdejante ladeado por árvores. Ao fundo, vê-se parte da usina nuclear de Chernobyl, coberta pela estrutura prateada de confinamento seguro.

Crédito, Germán Orizaola/Universidad de Oviedo

Legenda da foto, Muitas plantas e animais vivem nas proximidades do reator nuclear de Chernobyl, aqui protegidos pela estrutura de confinamento seguro

A Zona Desmilitarizada da Coreia não é o único refúgio improvável para a vida selvagem.

Uma zona de exclusão foi estabelecida ao redor do local, que permanece em grande parte desabitado. A área foi expandida desde então e agora abrange cerca de 4 mil km quadrados.

A 'floresta vermelha'

Imediatamente após a explosão, os impactos ecológicos subsequentes foram severos, de acordo com Jim Smith, professor de ciências ambientais da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido.

Dois homens realizando trabalho de campo em um lago repleto de algas e cercado por plantas verdes.
Legenda da foto, Tanto os lagos naturais quanto o lago de resfriamento nuclear apresentam alta biodiversidade
Um alce nadando em um lago cercado por vegetação exuberante.
Legenda da foto, Mamíferos, incluindo alces, têm prosperado na zona de exclusão

'Deixe a natureza ser natureza'

Um lobo caminhando na neve, olhando por cima do ombro, com árvores ao fundo.
Legenda da foto, Um estudo revelou que a população de lobos era sete vezes maior na zona de exclusão de Chernobyl do que em outras reservas naturais próximas

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