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Ler matéria →Como um parafuso ajudou os Estados Unidos a conquistar o mundo

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- Author, Série "A História dos EUA em 100 objetos", episódio 2
- Role, BBC Studios e Podcast 99% Invisible
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 8 min
Às vezes, o que te torna poderoso é algo pequeno e comum. E os Estados Unidos provaram isso com um parafuso de rosca de 60 graus.
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A história começa no início da década de 1920, quando o mundo era um completo caos em termos de padronização, mesmo em coisas que hoje nos surpreenderiam.
Cada país tinha suas próprias regras e, nos Estados Unidos, a confusão era ainda maior: apesar de formarem uma única nação, cada Estado seguia seus próprios critérios. A ponto de, por exemplo, um semáforo verde em Nova York significar "pare", enquanto em Buffalo, cidade vizinha, significava exatamente o contrário.
"Hoje, todo mundo para no vermelho e segue no verde. Esse é um padrão entre uma lista interminável de padrões, que são tão padronizados que nem sequer pensamos neles como padrões", observa Roman Mars, criador do popular podcast 99% Invisible. Leia também: 'Guerra ainda não começou': PT oficializa a sétima disputa eleitoral de Lula
Antes disso, porém, Hoover foi secretário de Comércio e, nessa função, era a pessoa ideal para enfrentar o problema.
"Ele simplesmente acreditava em sistemas. Era um burocrata clássico, antes de esse termo ganhar uma conotação negativa e passar a significar alguém que não faz nada", explica Mars.
Convencido de que, com os sistemas certos e uma boa organização da produção, todos prosperariam, Hoover decidiu padronizar todo tipo de coisa: de paralelepípedos a copos e taças.
Seu objetivo era a eficiência— um elemento que é essencial para o bom funcionamento da economia e que começa pelos objetos que a sustentam.
Bastaria ir ao depósito e escolher outra idêntica, porque sempre haveria peças de reposição compatíveis. Mais de mundo

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Lençóis de hospital, molas de cama, forros de freio, pneus. Tudo passou pelo seu filtro de padronização, até coisas que você nem imaginaria que precisassem disso. Ele chegou a definir quantas horas um copo de vidro com água fervente deveria resistir para poder ser comercializado como tal (seis horas) e qual percentual de borracha nova um pneu deveria conter (70%).
"Chegar a esses acordos exigiu longas discussões e, às vezes, confrontos entre reguladores e fabricantes, políticos e lobistas", destaca Mars. Leia também: Como os seres humanos serão no futuro?
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Padronizar os lençóis dos hospitais afeta apenas quem fabrica tecidos hospitalares. Mas padronizar o parafuso afeta todo mundo.
"Mesmo que você produza um objeto que não tenha parafusos, ele é fabricado por uma máquina que precisa de parafusos", afirma o historiador Daniel Immerwahr, autor de How to Hide an Empire (Como Esconder um Império, em tradução livre).
O problema era a rosca, aquele filete em espiral que envolve o corpo do parafuso e que precisa se encaixar em um ângulo preciso com a peça que o recebe.
Um pôr do sol e um alvorecer

ISO: a 'ONU dos objetos'

Um novo império

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