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Como terminou o encontro entre Trump e Xi Jinping na China, mais simbólico do

Crédito, Getty Images Article Information Author, Suranjana Tewari Role, Correspondente de negócios da BBC na Ásia Published Há 1 hora Tempo de leitura: 7 min O

Como terminou o encontro entre Trump e Xi Jinping na China, mais simbólico do
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à direita, fala com o líder chinês, Xi Jinping, após uma visita ao Jardim Zhongnanhai, em Pequim, em 15 de maio de 2026.

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    • Author, Suranjana Tewari
    • Role, Correspondente de negócios da BBC na Ásia
  • Published Há 1 hora
  • Tempo de leitura: 7 min

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou Pequim após uma visita de dois dias dizendo que havia fechado "acordos comerciais fantásticos, ótimos para os dois países". Não há detalhes, no entanto, sobre o que as duas superpotências concordaram em fazer.

Leia no AINotícia: Tiros no Senado das Filipinas: Tensão em tentativa de prender senador

Trump chegou para uma cúpula de alto risco com o líder chinês Xi Jinping na última quarta-feira (13/5), acompanhado por vários CEOs. Era uma delegação empresarial de alto nível que abrangia os setores de agricultura, aviação, veículos elétricos e chips voltados à inteligência artificial.

Comércio estava no topo das prioridades, apesar das recentes tensões sobre a guerra no Irã, e as empresas esperavam acordos importantes, bem como uma extensão da trégua tarifária, que deve expirar em novembro.

A visita foi definida por uma retórica calorosa e por simbolismo. Trump foi cortejado por uma guarda de honra, um banquete e um convite para o complexo onde os líderes do Partido Comunista da China vivem e trabalham. Leia também: 3 lugares simbólicos que Xi Jinping escolheu para impressionar Trump em sua

O presidente americano pareceu impressionado e convidou Xi para visitá-lo na Casa Branca em setembro. Ele disse que as negociações foram “muito bem-sucedidas”, enquanto Xi chamou a visita de "histórica" e um "divisor de águas".

Mas nenhum dos lados anunciou avanços comerciais ou negócios significativos.

O presidente Trump, no entanto, falou com repórteres a bordo do Air Force One e disse que a China concordou em comprar 200 jatos da Boeing, com um potencial compromisso de comprar outros 750 aviões.

A BBC entrou em contato com a Boeing, mas não obteve comentários da empresa a respeito desse acordo até a publicação desta reportagem.

Trump também disse que os agricultores americanos ficarão felizes com seus acordos comerciais porque a China compraria “bilhões de dólares” em soja. Mas não houve confirmação de nenhuma oferta ou compra dos chineses. Mais de mundo

Se os pedidos da Boeing forem concretizados, seria o primeiro grande negócio chinês com a fabricante de aviões americana em quase uma década. A empresa foi praticamente excluída do segundo maior mercado de aviação do mundo devido às tensões comerciais entre Pequim e Washington.

Membros da delegação dos EUA e CEOs de vários setores se apresentam antes de uma cerimônia de boas-vindas ao presidente dos EUA, Donald Trump, em frente ao Grande Salão do Povo, em 14 de maio de 2026, em Pequim, China.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Cerca de 30 CEOs fizeram parte da delegação dos EUA que visitou Pequim

Questionado sobre os comentários anteriores de Trump à Fox News, nos quais ele disse que acordos foram firmados, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou apenas que a “essência das relações econômicas e comerciais entre China e EUA é o benefício mútuo”.

Ele acrescentou que os dois lados devem trabalhar para implementar o “consenso importante” alcançado pelos dois líderes e trazer maior estabilidade aos laços comerciais bilaterais e à economia global.

Ainda há dúvidas sobre a trégua comercial acordada em outubro, quando Washington suspendeu os altos aumentos de tarifas sobre produtos chineses, enquanto Pequim evitou restringir as exportações de terras raras essenciais para a manufatura americana.

Mas Trump disse a repórteres no Air Force One que ele e Xi não discutiram tarifas de forma alguma.

Tecnologia e comércio

Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, acena após uma cerimônia de boas-vindas ao presidente dos EUA, Donald Trump, no Grande Salão do Povo, em Pequim, em 14 de maio de 2026.
Legenda da foto, Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, no Grande Salão do Povo, em Pequim

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