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Como os profissionais de saúde estão tratando o Ebola e se mantendo seguros

Como os profissionais de saúde estão tratando o Ebola e se mantendo seguros Crédito, Getty Images Legenda da foto, Profissionais de saúde estão na linha de frente das

Como os profissionais de saúde estão tratando o Ebola e se mantendo seguros
Como os profissionais de saúde estão tratando o Ebola e se mantendo seguros
Profissional de saúde usando equipamento de proteção individual completo — macacão branco e luvas de borracha verdes — agachado ao lado direito de um caixão de madeira com alças douradas

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Profissionais de saúde estão na linha de frente das tentativas de conter o atual surto de Ebola
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    • Author, Hafsa Khalil
  • Published Há 9 minutos
  • Tempo de leitura: 9 min

Os profissionais de saúde no leste da República Democrática do Congo correm contra o tempo para ajudar pacientes com Ebola a controlar os sintomas da doença, proteger a si mesmos e evitar a propagação do vírus. Enquanto isso, o número de casos continua aumentando.

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Todos os pacientes, de casos suspeitos e confirmados, são isolados, e todas as pessoas que entram em contato com eles devem usar equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros dispositivos para reduzir o risco de transmissão.

Um desses equipamentos é a Cube, uma "unidade de tratamento autônoma para doenças altamente infecciosas", transparente, que permite que os pacientes recebam atendimento médico sem contato direto com os profissionais de saúde.

Criada após o surto de Ebola na África Ocidental entre 2014 e 2016, a ONG médica Alliance for International Medical Action (Alima) desenvolveu a estrutura Cube para permitir que equipes médicas tratem pacientes do lado de fora, usando luvas em formato de túnel acopladas à estrutura. Leia também: Quem são Roberto Sánchez e Keiko Fujimori, e o que poderá ser decisivo

Uma estrutura transparente de plástico em formato de cubo, com uma porta de zíper aberta. Há uma cama vazia no interior e nenhum paciente

Crédito, Jennifer Lazuta/ALIMA

Legenda da foto, As Cubes (sigla em francês para câmara de emergência biossegura para epidemias) já foram usadas em surtos anteriores de Ebola, incluindo na República Democrática do Congo em 2019

"Você não precisa usar o equipamento completo de proteção individual para entrar em contato com os pacientes, então este é um dispositivo muito importante nesse tipo de surto", afirma o médico Papys Lame, coordenador da resposta ao Ebola da Alima.

Lame disse à BBC que a estrutura garante "o padrão de atendimento necessário, uma experiência positiva para o paciente e a proteção dos profissionais de saúde".

Mas, embora sejam úteis, não há unidades suficientes na República Democrática do Congo para o número de casos suspeitos de Ebola.

Segundo a Alima, duas estruturas Cubes chegaram no fim de semana a Bunia, capital provincial de Ituri e epicentro do surto, e devem começar a ser usadas em breve. Outras duas Cubes estão a caminho da cidade. Mais de mundo

Os estoques de EPIs também são limitados. Na sexta-feira (29/5), o Conselho Internacional de Enfermeiros alertou para a escassez e afirmou que os enfermeiros na República Democrática do Congo "temem por sua segurança porque não têm equipamentos necessários para se proteger".

A demora na confirmação dos casos nos primeiros dias do surto permitiu que o vírus se espalhasse de Ituri para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, além da vizinha Uganda.

Mapa da BBC intitulado “Surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda” mostra o leste da República Democrática do Congo e os países vizinhos Uganda, Ruanda e Tanzânia. As áreas com casos registrados de Ebola aparecem destacadas em vermelho, com a maior concentração na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo. Uma legenda informa: “Maioria dos casos e mortes registrada em Ituri”. Bunia, capital provincial de Ituri e localizada próxima ao lago Albert, na fronteira com Uganda, aparece marcada como uma das áreas com casos registrados. Outras zonas afetadas menores também são mostradas nas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, além de uma área no oeste de Uganda

"Infelizmente, o Ebola começa de forma muito vaga, com dor de cabeça, febre e sensação de fraqueza", explica o médico Armand Sprecher, especialista em medicina de emergência e epidemiologista especializado em Ebola da organização Médicos Sem Fronteiras.

"As pessoas sentem o que chamamos de mal-estar, dores musculares e nas articulações, e depois desenvolvem vômito, dor abdominal e diarreia", afirmou Sprecher à BBC, acrescentando que esses sintomas "são comuns em muitas doenças".

Doenças infecciosas frequentes na região, como malária e febre tifoide, compartilham sintomas iniciais com o Ebola.

Um sintoma menos comum do Ebola, que pode aparecer mais tarde, é o sangramento, incluindo pelo nariz, gengivas e vagina, além de sangue no vômito e nas fezes.

Makati Tagirabo veste verde, enquanto Baraka Bulambula usa azul-turquesa. Os dois seguram certificados recebidos após a recuperação e estão em frente a um centro médico
Legenda da foto, Makati Tagirabo (à esquerda) e Baraka Bulambula (à direita) foram dois dos enfermeiros que se recuperaram de Ebola neste surto mais recente
Profissionais de saúde usando equipamentos de proteção trabalham na área de isolamento de um centro de tratamento de Ebola recém-inaugurado no Centro Médico Evangélico, na zona de saúde de Rwampara, em 31/5/2026, em Bunia, na República Democrática do Congo
Legenda da foto, Os profissionais de saúde costumam estar entre os grupos mais expostos ao risco e precisam lidar com diversos fatores, incluindo a própria saúde física e mental
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