Como o clima e a poluição afetam a saúde mental, segundo pesquisa brasileira Pesquisa aponta para alta em hospitalizações por transtornos psiquiátricos quando a qualidade do ar está baixa Uma pesquisa publicada no periódico Scientific Reports, do grupo Nature, avaliou dados de mais de 17 mil internações por transtornos de humor, como ansiedade e depressão, entre 2013 e 2023 em Porto Alegre e descobriu que as internações variavam conforme o clima e a poluição. “
Em termos simples, condições associadas a um ‘bom tempo’, como mais horas de insolação, melhor visibilidade e temperaturas moderadas, algo entre 15 e 25 °C, estão relacionadas a menores taxas mensais de hospitalização por esses quadros”, conta a biomédica Mellanie Fontes-Dutra, uma das autoras da pesquisa. “ Já indicadores de pior qualidade do ar, como aumento de poluentes, apareceram associados a mais internações”, completa.
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O estudo não estabelece relação de causa e efeito, mas agrega dados nacionais à crescente literatura científica sobre o tema e reforça o alerta de que ambiente e cérebro estão conectados. “Mas o ‘como’ e o ‘ quanto’ exigem investigação mais fina”, diz Fontes-Dutra.
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As partículas tóxicas podem desencadear respostas inflamatórias que afetam o cérebro e o humor, além de piorarem a saúde física. O paradoxo do sol Se ele não aparece, a saúde mental tende a piorar. Mas o excesso induz estresse térmico e descompensa tudo. Mais de saude
Bagunça na cabeça O trauma pela degradação ambiental e a ecoansiedade também podem dar as caras. Os efeitos da ecoansiedade Leia também: Água mineral famosa é recolhida por contaminação de bactéria; veja riscos e o
O termo ecoansiedade se refere ao temor pelo futuro diante das mudanças climáticas. Não se trata de uma patologia em si, mas sim de um conjunto de emoções inerentes aos desafios da nossa era. Só que um estudo com mais de 1,4 mil estudantes americanos mostrou que, mesmo que não seja uma doença, o quadro pode estar ligado a transtornos mentais
“oficiais”. No trabalho, os jovens mais abalados pela crise ambiental também tendiam a demonstrar mais sintomas generalizados de ansiedade. E vice-versa: os ansiosos exibiam mais preocupação com o destino do planeta.

