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Crédito, Acervo pessoal/Cindy McVey
- Author, Ana Faguy
- Published Há 7 horas
- Tempo de leitura: 4 min
Martha Lillard foi a última paciente com poliomielite nos Estados Unidos a utilizar um pulmão de aço, mas sua família disse à BBC que ela nunca deixou que isso a impedisse de viver plenamente.
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Mesmo com o grande dispositivo de metal envolvendo seu corpo por horas todos os dias durante a maior parte de sua vida, Martha encontrou uma maneira de dirigir, dedicou-se à pintura e cuidou de seus amados cães da raça beagle.
"[Martha] era resiliente. Ela encontrava um jeito ou dava um jeito", afirma sua irmã mais nova, Cindy McVey.
Moradora de Oklahoma, ela morreu aos 78 anos, em 26 de junho. Embora a causa oficial da morte tenha sido registrada como síndrome pós-pólio e insuficiência pulmonar crônica, McVey atribui a morte da irmã aos efeitos da covid de longa duração. Leia também: Ele 'rabiscava' versos entre as entregas: o entregador de comida que ganhou
O pulmão de aço utiliza um sistema de pressão negativa. Acionado por um motor, seu fole extrai o ar do cilindro, criando um vácuo ao redor do corpo do paciente e forçando os pulmões a se expandirem e a absorverem ar. Quando o ar é readmitido, o processo inverso faz com que os pulmões se esvaziem.

Crédito, Acervo pessoal/Cindy McVey
Ela não temia a máquina, como algumas crianças temiam. "Ela a recarregava e a fazia se sentir melhor", diz McVey.
Quando Martha foi diagnosticada, em meados da década de 1950, as conversas e a preocupação com a doença incurável dominavam tudo.
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Até mesmo a própria Martha, aos cinco anos de idade, sabia da doença e se preocupava com ela, disse sua irmã.
"Martha acordou e não conseguia levantar a cabeça do travesseiro. Ela disse que soube imediatamente que estava com poliomielite, porque ouvia falar muito sobre isso", conta McVey. Leia também: Nem camelos aguentam mais o calor extremo nos desertos da África: 'Ficam
Acabou recuperando o uso parcial do braço esquerdo e o movimento das pernas.
Não era apenas Martha quem estava determinada a viver como as outras pessoas de sua idade. Sua família também insistia nisso e se empenhava em fazer tudo o que estivesse ao seu alcance.
"Ela conseguia fazer coisas que a maioria dos pacientes que usam pulmão de aço não conseguia", diz McVey.
Um veículo foi adaptado para que Martha pudesse dirigir, com o volante posicionado de modo a ficar sobre o seu colo, tornando-o acessível para ela.
As setas ficavam no assoalho, também ao alcance de Martha, que tinha mobilidade limitada nos braços.
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