
Crédito, YouTube/Reprodução
- Author, Jacqui Wakefield
- Role, BBC Global Disinformation Unit
- Author, Owen Pinnell
- e
- Author, Katy Ling
- Role, BBC Eye
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 9 min
Aviso: esta reportagem contém linguagem ofensiva.
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Há dez anos, Luis Castilleja era uma pessoa criativa, que tentava a sorte como ator em Hollywood e desfrutava do estilo de vida liberal de Los Angeles. Agora, ele é mais conhecido como El Temach, o maior influenciador da chamada machosfera na América Latina. Seu conteúdo misógino sobre hipermasculinidade lhe rendeu mais de 11 milhões de seguidores nas redes sociais.
Sua irmã, Alex, diz que sua transformação é chocante e que eles não se falam mais. "Eu não gosto de dizer El Temach, porque para mim ele é uma pessoa completamente diferente. Então, eu sou irmã do humano que ele já foi", diz ela.
Alex, engenheira de design no México, afirma que a transformação do irmão mostra como até pessoas pouco propensas a isso podem acabar atraídas a produzir conteúdo da machosfera ao perceberem o potencial de dinheiro e fama. Leia também: A guerra invisível que está confundindo sinais de GPS e colocando aviões em

O impacto de influenciadores na Europa e nos Estados Unidos, como o britânico Andrew Tate, foi bem documentado. Mas uma investigação do Serviço Mundial da BBC examinou o conteúdo e os seguidores de outros 15 influenciadores — residentes na Ásia, na América Latina e na África — e descobriu que, em média, seus seguidores triplicaram nos últimos três anos.
Além de El Temach, nossa investigação também se concentrou em Andrew Kibe — um nome conhecido no Quênia que promove o empoderamento masculino e a misoginia nas redes sociais. Ambos têm criticado repetidamente mães solteiras e frequentemente acusam mulheres de serem "interesseiras" que manipulam homens.
Descobrimos que os dois influenciadores estão ganhando grandes somas de dinheiro com suas plataformas. Tanto El Temach quanto Kibe negam veementemente que seu conteúdo seja misógino. Kibe, em entrevista à BBC, até mesmo contestou a existência do conceito.
Fim do Promoção Agregador de pesquisas Mais de mundo
Queríamos ver o impacto que esse conteúdo tem sobre os consumidores. Dois seguidores da geração Z — um no Quênia e outro no México — deram à BBC acesso irrestrito a vários anos de suas atividades nas redes sociais, permitindo que víssemos milhares de suas postagens, visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos.
Os dados revelam suas jornadas pessoais rumo à machosfera.
O mexicano Julián começou a usar o Instagram aos 16 anos, curtindo e comentando conteúdo sobre carros, condicionamento físico e autodesenvolvimento. Seu histórico mostra que ele curtiu um vídeo de El Temach pela primeira vez alguns meses depois, após ele aparecer no feed de recomendações da plataforma. Leia também: Governo Lula vê interferência dos EUA nas eleições e não descarta novas ações
Agora com 19 anos, ele já curtiu mais de três mil vídeos de dezenas de criadores da machosfera. Julián disse à BBC que sente que "o feminismo tornou invisíveis os problemas dos homens".
Esse sentimento é um princípio central da mensagem de El Temach — mas ele nem sempre teve essas opiniões, segundo Alex, sua irmã.
Ele cresceu querendo ser artista, diz ela. Após estudar teatro na Cidade do México, mudou-se para Los Angeles para perseguir o sonho de se tornar ator.
Mas voltou para casa alguns anos depois, ela conta, após o fim de um relacionamento e a dificuldade de conseguir trabalho. Esses contratempos o motivaram a ajudar outros jovens a lidar com experiências difíceis, e ele começou, em 2020, a publicar conteúdo centrado no autodesenvolvimento masculino.
“Acho que no começo era muito nobre como ele queria ajudar outros homens a se sentirem dignos e valiosos”, diz Alex. Mas isso rapidamente se transformou em outra coisa. “Ele tem esse complexo de Messias, como se fosse ele quem tivesse que resolver [os problemas dos homens].”



- Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para o texto em inglês).
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