
Crédito, AFP via Getty Images
- Author, Katya Adler
- Role, Editora de Europa, BBC News
- Há 9 horas
- Tempo de leitura: 13 min
A imagem do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, caminhando sobre o tapete lilás na Arábia Saudita em março, com o rosto sério e vestido de preto, marcou um momento importante e inesperado na guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
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Ele afirmou, em uma postagem no X, que o objetivo da sua visita era "fortalecer a proteção de vidas".
Zelensky leva sobre seus ombros o peso da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Ele soube aproveitar sua viagem ao Golfo para demonstrar publicamente o valor e a viabilidade comercial da experiência militar adquirida pelo seu país no campo de batalha, particularmente em relação aos combates com drones. Leia também: Cidade turística argentina no 'fim do mundo' nega ter dado início a surto de
"Queremos ajudar [os Estados do Golfo] a se defenderem", declarou Zelensky. "E continuaremos formando este tipo de aliança com outros países."
Pressão energética
A primeira impressão era que os impactos do conflito no Irã seriam muito negativos para a Ucrânia.
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
A guerra no Oriente Médio ameaçava desviar a já vacilante atenção do presidente americano, Donald Trump, dos esforços de paz entre Moscou e Kiev. E, ao mesmo tempo, injetava dinheiro nos cofres russos que financiam a guerra e estavam se esvaziando rapidamente. Mais de mundo
Moscou conseguiu vender mais petróleo para mais países, a preços mais altos. Afinal, os navios que transportam o produto do Oriente Médio não conseguem chegar aos seus clientes globais, cruzando o estreito de Ormuz, vizinho ao Irã.
Trump renovou uma exceção às sanções americanas, permitindo que os países comprem petróleo russo sancionado devido ao aumento vertiginoso dos preços no mercado mundial.
Mas Kiev vem desafiando constantemente as expectativas internacionais, desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. E, agora, surge uma nova surpresa. Leia também: O país vizinho do Brasil que está enriquecendo com a guerra no Irã
A Ucrânia joga com destreza para tentar transformar o impacto da guerra no Irã em vantagem, enquanto procura manter o máximo possível de força, frente às possíveis e esperadas negociações de paz com Moscou.

Crédito, Reuters
No final de abril, Trump declarou que confiava em poder atingir uma "solução" sobre a Ucrânia de forma "relativamente rápida", após uma conversa "muito boa" com o presidente russo, Vladimir Putin.
"Acredito que 'algumas pessoas' tenham dificultado para que ele chegasse a um acordo", afirmou o presidente americano.
Até o momento, não se materializou nenhuma "solução". Enquanto isso, Zelensky se dedica a fortalecer a Ucrânia o quanto pode. E o oportunismo parece ser uma das suas armas mais poderosas.

Atacar a infraestrutura

Falta de respeito?

Perspectivas de paz
O ceticismo da Ucrânia

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