Entre prazer e bem-estar, o que você escolhe?
Ler matéria →Com esse ingrediente, você combate as três doenças que mais preocupam os médicos hoje Elas não são remédio, mas deixam o trato intestinal mais saudável, fazem você comer menos e melhoram até sua imunidade Durante muito tempo, ninguém dava muita bola para as fibras.
Achava-se que elas apenas ajudavam a formar o bolo fecal, quando muito. Mas o avançar da ciência da nutrição mostrou como esse era um pensamento equivocado. Elas não apenas ajudam você a fazer um cocô mais saudável, como também reduzem seu risco de ter as doenças mais perigosas de hoje em dia.
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Entenda porque você deve colocar mais vegetais no seu prato! O que são fibras e como elas auxiliam Classificadas como carboidratos não digeríveis, as fibras estão amplamente presentes no reino vegetal, como leguminosas, frutas, raízes, sementes e grãos integrais. Elas são formadas por componentes estruturais das plantas que não são totalmente degradados pelo organismo.
Por isso, muitas das fibras atravessam boa parte do trato gastrointestinal quase intactas. E é justamente no seu caminho pelo corpo que elas podem fazer toda a diferença. + Leia também: Já pensou em ter uma pulseira inteligente durante os treinos que não gera
Melhora a glicemia e espanta o diabetes O mecanismo por trás desse efeito envolve principalmente a digestão mais lenta dos carboidratos. A presença de fibras retarda a passagem pelo estômago e diminui a velocidade com que os açúcares chegam ao intestino, reduzindo a absorção rápida da glicose pela corrente sanguínea.
Na prática, isso ajuda a evitar picos de glicemia e grandes liberações de insulina após as refeições. Por isso que, comer uma salada antes de um macarrão, por exemplo, faz mais sentido que o contrário, já que a fibra vai ajudar a saciar e equilibrar a liberação de glicose no sangue após a comida. E esse impacto positivo ocorre independentemente do tipo de fibra.
O diabetes tipo 2 está intimamente ligado à resistência à insulina, hormônio responsável por permitir a entrada da glicose nas células, onde ela é utilizada como fonte de energia. Quando a alimentação facilita o controle da glicemia (reduzindo os picos de açúcar e a necessidade de grandes quantidades do hormônio), o organismo sofre menos sobrecargas. À longo prazo, isso contribui para a redução do risco de desenvolver a doença.
Ajuda a regular o colesterol Outra repercussão interessante das fibras está relacionada à saúde cardiovascular. O colesterol LDL é um dos grandes inimigos do nosso coração. Mais de saude
Quando ele fica alto por muito tempo, essas partículas de gordura podem adentrar na parede das artérias, gerando inflamação e contribuindo para a formação de placas de gordura. Isso pode levar a uma periogosa doença chamada aterosclerose. Com o passar dos anos, aumenta também o risco de infarto e AVC.
Mas as fibras podem ajudar! “Quando consumimos aveia, psyllium, cevada, frutas e leguminosas, as fibras formam uma espécie de gel no intestino e se ligam aos sais biliares, dificultando a reabsorção do colesterol“, conta a nutricionista Valéria Machado, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). “ Leia também: Fibras ganha destaque após novo desdobramento em você sabia que um componente
Com isso, uma quantidade maior de sais é eliminada nas fezes, e o fígado precisa produzir mais, utilizando colesterol da circulação. Ao final, vemos uma diminuição dos níveis de colesterol ruim, o LDL, no sangue”, destrincha a especialista. +
Reduzem o risco de câncer colorretal O tumor que mais cresce em incidência entre adultos jovens no mundo é o de intestino, especialmente na região chamada cólon, no finalzinho do intestino grosso. Mas manter o trato gastrointestinal saudável ajuda muito a reduzir o risco desse câncer.
E nesse quesito as fibras são campeãs, atuando em pelo menos três frentes: regulam o trânsito e do ritmo evacuatório, melhoram a consistência das fezes e modulam a microbiota, a população de micro-organismos do tubo digestivo. Tudo isso reduz o tempo de contato entre a mucosa do órgão e compostos cancerígenos, assim como há uma forte ação anti-inflamatória de substâncias decorrentes da fermentação das fibras pela microbiota. “É um problema com forte correlação com hábitos alimentares, e grandes estudos populacionais deixam claro que o consumo de vegetais e fibras é protetor
“, diz o cirurgião oncológico Samuel Aguiar, líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo.


